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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Out 26, 2016 12:54 pm
Vdd, mesmo sendo um pouco assustador, foi uma forma bem "natural" de as asas aparecerem, elas cresceram como se já fizesse parte de você Werne.

Ter asas é uma coisa que também eu coloco na minha lista. Fico imaginando, qual a sensação de usar músculos que você não tem? Como o cérebro faz para você move-las?

De qualquer forma, bem legal esse teu sonho Werne. xD
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Out 26, 2016 6:09 pm
Reputação da mensagem: 100% (1 votos)
LucasDuarte escreveu:Sonhos muito interessante, tomara que nos proximos essas asas ja fiquem ''fixas'' em vc rsrs para que não sinta tanta dor novamente

Tomara mesmo Lucas, se for levar mais da metade do sonhos só de dor toda vez que eu quiser usar elas, nem quero rsrsrs

Andrelp escreveu:Werne,muito bom seu sonho,mas sabe o que eu mais gostei?O título!kkkk
Verdade
De todos títulos que esse sonho poderia ter acho que esse foi o melhor,"acho que não era água",muito bom.

Kkkkk valeu, gosto dessas gracinhas de vez em quando xD

Königin escreveu:O que foi que você bebeu, Werne? Apesar do pavoroso momento do crescimento das asas, o sonho foi muito legal. O mais interessante foi, mesmo depois de perder a lucidez, você ainda continar com elas em outro sonhos.

Quando eu tomei, parecia mesmo água, sem cor sabor nem cheiro, mas fria. Agora, devido ao efeito do crescimento das asas, não tenho tanta certeza xD (talvez fosse Red Bull kkkkkk)
Acho que a sensação de ter elas foi tão natural que o meu inconsciente passou a acreditar que elas existiam mesmo o_O
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Out 26, 2016 6:31 pm
Pyros escreveu:Vdd, mesmo sendo um pouco assustador, foi uma forma bem "natural" de as asas aparecerem, elas cresceram como se já fizesse parte de você Werne.

Ter asas é uma coisa que também eu coloco na minha lista. Fico imaginando, qual a sensação de usar músculos que você não tem? Como o cérebro faz para você move-las?

De qualquer forma, bem legal esse teu sonho Werne. xD

Bom, eu as senti como um par de braços extra, com o movimento um pouco limitado por causa das penas, e as garras eram como polegares. Também sentia o peso delas, mas até que eram leves. Crescer asas nos sonhos é bem possível, fiz duas vezes anteriormente, elas não pareciam tão reais quanto as deste sonho, mas também não doeram para surgir muito feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Out 28, 2016 12:44 am
63º dia do diário – 11/09/2016

Os três relatos a seguir são do mesmo dia.

Complicações e distrações

O sonho começou totalmente não lúcido. Tinha ido comprar pão para uma amiga (a qual não conheço na vida real) e estava voltando para a casa dela de carro. O carro se comportava de maneira totalmente estranha, os pedais do freio e do acelerador trocavam de lado enquanto eu dirigia e às vezes o freio ou o volante não funcionavam. O fato que eu estava cega do olho direito também era um problema. Dei muitas batidas de raspão pelo caminho, mas consegui estacionar na frente do prédio de luxo que era o meu objetivo. Quando saí do carro percebi que ele não tinha sequer um arranhão. Também notei que estava mais alta que o normal. Decidi fazer um RC e vi que estava sonhando.
Na frente do prédio estava a amiga que me esperava. Eu só ia dar a sacola de pão a ela e partir a procura de um espelho e descobrir o que estava errado com o meu olho, mas quando ela pegou a sacola, começou a puxar papo. “Valeu”, ela disse. “Vou ficar fazendo tocaia por um tempão, nem vou participar do jantar hoje, mas não passo fome agora, né? Haha”. Fiquei olhando para ela. Era uma moça loira e pequena, de roupas claras, parecia muito simpática, mas tinha alguma coisa sinistra na expressão dela. “Desculpe, mas o quê?” Minha voz soou estranha, mas não consigo dizer por que.
Ela rolou os olhos como se não acreditasse que eu estava perguntando isso. “Você sabe que eu estou armando para aquela "censurado" do andar de baixo! Hoje acabo com ela, quando ela estiver no corredor indo para aquela suíte horrorosa dela, BOOM! Hahahaa”. Eu respondi “Ok, boa sorte e cuidado” e decidi que não iria subir os andares do edifício, porque não estava a fim de participar dessa cena.
Entrei no prédio a procura de um espelho. Achei os banheiros, mas todos os espelhos tinham sido retirados de lá. Toquei por cima do olho direito, e ele parecia estar coberto com uma gaze, um pouco dolorido ao toque. Voltando para o saguão, segui um corredor que levava a um enorme salão de festas.
Era ali que estava acontecendo o jantar que a ‘amiga’ havia mencionado. O salão se estendia atrás do prédio, de forma que, através do teto de vidro, era possível ver o edifício e os elevadores panorâmicos dele. Um senhor, que estava sentado a uma das mesas, me chamou para ir se sentar junto a ele. Estava tudo tranquilo, achei que iria conseguir comer alguma coisa naquele sonho, quando percebi que as pessoas dentro dos elevadores estavam amarradas e gritando por socorro.
Nisso, todas as luzes do ambiente se apagaram, até mesmo a luz do exterior deixou de entrar. Alguém veio por trás e tentou me amarrar, eu dei uma cotovelada e a pessoa fugiu. Mandei as luzes voltarem em voz alta, e logo vi o sujeito todo vestido de preto correndo para o interior do prédio. Muitas pessoas ao meu redor tinham sido amarradas, inclusive o senhor. O salão virou um caos.
Corri atrás do ‘criminoso’, subi alguns andares atrás dele. Foi aí que eu percebi que tinha um monte de pessoas vestidas na mesma maneira que ele e estavam subindo ou entrando nos apartamentos. Segui o qual havia tentado me amarrar o mais longe que pude, até o momento que ele passou por uma das portas. Fui também, com todo o intuito de entrar, mas parei quando vi que atrás da porta havia um corredor escuro abarrotado de bonecas de porcelana antigas, que pareciam me encarar. Achei que não valia a pena entrar num pesadelo e por isso decidi ir atrás dos outros.
Entrei num dos elevadores, desamarrei algumas pessoas que ainda estavam caídas ali e subi uns andares. Num corredor, encontrei a ‘amiga’ do começo do sonho, segurando um rifle e olhando para o corpo de um dos bandidos, no qual ela provavelmente tinha atirado.
“Esse maluco pulou em cima de mim!” Ela disse. “Estou esperando aquela maldita a um tempão, o que está acontecendo no jantar?”
Curiosamente, havia uma janela neste andar, da qual dava para ver o salão lá embaixo. Ninguém tinha saído de lá, mas dava para ver que estavam nervosos. Em alguns lugares, tinham grupos brigando.
Voltei lá para baixo para ver o que havia acontecido. Além de ter amarrado todo mundo, eles haviam deixado um documento para cada pessoa ler. Pareciam ser meio específicos para cada um, e comprometedores. O senhor de antes me entregou um, dizendo que foi deixado para mim, e foi embora me encarando.
Era um documento estranho. Não lembro exatamente o que estava escrito, mas lembro de ter a impressão que era algum tipo de avaliação psicológica de alguém. No cabeçalho constava que era de um homem que sofria de esquizofrenia, mas o curioso é que nas questões escritas, a letra de quem deu as respostas era idêntica a minha. Dobrei e guardei o papel no bolso do meu casaco, e decidi que tinha cansado daquele lugar.
Fui até a porta mais próxima e desejei encontrar quem tinha deixado o documento para mim. A porta abriu para um conjunto de construções simples, um monte de caixas de concreto inacabadas. Algumas pessoas moravam ali. Perguntei a elas se tinham visto uma pessoa vestida toda de preto, e elas apontaram um galpão construído da mesma forma, no topo de uma colina.
Lá dentro era como um ferro velho ou um antiquário entulhado. Seria impossível achar alguém no meio daquelas pilhas e pilhas de quinquilharias, então olhei para fora do galpão, e ergui o braço para dentro, com a mão aberta. Comandei que quando eu fechasse a mão, estaria segurando a gola da camiseta do fugitivo. Deu certo, e eu o joguei no chão fora do ferro velho e coloquei o pé sobre o peito dele.
“Não adianta tentar levantar, que sou mais forte que você.” Eu disse, “Agora, o que vocês estavam tentando fazer lá no jantar, e que documento é esse?!”
“Era para fazer você perder a lucidez! Era para esse ser um pesadelo dos pesados, mas você estragou tudo!”
Ele disse mais nada, então eu dei um chute nas costelas dele e fui embora. O sonho acabou por aí.


Pausa na madrugada

Depois de um breve sonho não lúcido sobre ser criança abrindo presentes no aniversário, tive um falso despertar interessante.
‘Acordei’ na cama do meu quarto de infância, mas ela estava situada no meio da rua de meu prédio atual. A parede que ficava na lateral da cama tinha vindo junto também.
Era de noite e a rua estava deserta. Percebi que o edifício de luxo do sonho lúcido anterior era pelo menos um pouco parecido com o meu prédio, só que muito maior e mais complexo.
Dois morcegos voavam alguns metros acima, dando piruetas um em volta do outro, como se estivessem brincando. Fiquei vendo eles voarem até o sonho acabar.


Metamorfose (de novo?)

Tive um segundo falso despertar. ‘Acordei’ por causa de um barulho rouco incessante que vinha de algum lugar (‘rrrrrr...rrrrrr...rrrrrr’). Antes mesmo de abrir os olhos, percebi algumas sensações estranhas. Para começar, minha cabeça estava encostando na cabeceira da cama, enquanto os meus pés passavam do fim do colchão, e as pernas nem estavam totalmente estendidas. Também, de alguma forma, o meu cotovelo estava encostado um pouco abaixo da minha cintura, o que requer algum contorcionismo ou braços compridos demais. Também me sentia muito pesada.
Estava deitada de lado, decidi virar de barriga para cima e analisar a situação.  A cama rangeu como se fosse quebrar, e notei que o barulho com o qual eu acordei era a minha própria respiração. Também bati o pé esquerdo na cômoda que fica ao fim da cama.
Abrindo os olhos, vi que era mesmo o meu quarto real. Ergui um braço e olhei para a mão. Era uma pata igualzinha a que eu tinha no sonho do dia 28/07/2016.
Um pouco depois, a imagem começou a ficar turva, e quando voltou, estava olhando para a minha mão normal. Todas as sensações do corpo voltaram ao normal e eu estava acordada de verdade.
Suspeito que esse último foi uma forma do meu inconsciente tentar interpretar porque eu estava roncando se eu estava ‘acordada’.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Out 28, 2016 9:11 am
Lá dentro era como um ferro velho ou um antiquário entulhado. Seria impossível achar alguém no meio daquelas pilhas e pilhas de quinquilharias, então olhei para fora do galpão, e ergui o braço para dentro, com a mão aberta. Comandei que quando eu fechasse a mão, estaria segurando a gola da camiseta do fugitivo. Deu certo, e eu o joguei no chão fora do ferro velho e coloquei o pé sobre o peito dele.
“Não adianta tentar levantar, que sou mais forte que você.”

Yeah,ninguém pode com um onironauta!!! guitar
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sab Out 29, 2016 8:30 pm
Andrelp escreveu:Yeah,ninguém pode com um onironauta!!!

Yeah!! xD

Era mais uma tentativa de comando do que um fato, mas funcionou muito feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Out 30, 2016 9:43 pm
Werne mas que sonho foi esse em? Além de terminar com um final daqueles que você acorda se sentindo a tal. vampirakiss HAHAHAHA
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Nov 01, 2016 11:33 am
Que sonho, Werne! O corredor das bonecas de porcelana soou bem sinistro. No primeiro instante, pensei que o corredor te levaria a lojas de brinquedos do seu primeiro sonho, mas você agiu certo ao sair dali. Aquele corredor ia te levar para um pesadelo.
O final do sonho foi muito legal. Gostei demais!!!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Nov 01, 2016 2:30 pm
Top o sonho parabens
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Nov 09, 2016 11:20 am
Pyros escreveu:Werne mas que sonho foi esse em? Além de terminar com um final daqueles que você acorda se sentindo a tal. HAHAHAHA

Hahaha xD Só aprendendo a exercer algum poder sobre os sonhos. O "acordar" foi bem estranho, pra falar a verdade. Espero que isso não aconteça mais o.o

Königin escreveu:Que sonho, Werne! O corredor das bonecas de porcelana soou bem sinistro. No primeiro instante, pensei que o corredor te levaria a lojas de brinquedos do seu primeiro sonho, mas você agiu certo ao sair dali. Aquele corredor ia te levar para um pesadelo.
O final do sonho foi muito legal. Gostei demais!!!

Obrigada Königin! Eu sempre achei bonecas de porcelana um tanto assustadoras, e até onde eu lembro, a loja de brinquedos do primeiro sonho tinha só brinquedos de madeira e bichos de pelúcia. Eu olhei para aquilo, pensei "NÃO" e voltei xD

LucasDuarte escreveu:Top o sonho parabens

Obrigada Lucas feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Nov 16, 2016 6:59 pm
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Oi, trazendo mais relatos aqui, dessa vez de OBEs

67º Dia do diário - 17/09/2016

OBE inusitada

Depois de alguns sonhos não lúcidos, ganhei lucidez enquanto descia escadas que levavam a um grande salão, um tipo de biblioteca ou arquivo sem janelas e paredes de pedra. Toda a luz vinha da porta pela qual eu entrava.
De repente, parecia que a gravidade tinha sido desligada. Objetos da biblioteca começaram a flutuar e os degraus da escada se soltavam debaixo de meus pés. A luz começou a se esvanecer e eu fechei os olhos, achado que o sonho estava acabando. Continuei flutuando ali, depois que tudo parecia ter sumido.
Lentamente, fui abrindo meus olhos e vi que agora estava em meu quarto, flutuando acima de minha cama, de barriga para cima. Girei no meu eixo para olhar a cama, e meu corpo estava lá, dormindo. Ainda era como se estivesse sem gravidade, então flutuei para a beira da cama e me segurei ali para ficar na posição sentada.
O quarto estava escuro, mas parecia iluminado com uma luz negra que deixava tudo roxo ou azulado.
Eu fiquei sentada ali, aproveitando a sensação de que tudo que me estressava ou angustiava havia passado, uma sensação de relaxamento total. Uma corrente de ar quente me balançava com se fosse ondas no mar.
Mas então, eu não estava conseguindo respirar mais. A respiração, até aquele momento, era igual à de meu corpo, mas parei de sentir ela. Forcei a inspiração, quase acordando, e percebi qual era o problema. Estava respirando tão superficialmente, que quando meu nariz trancou um pouco, já foi o suficiente para nenhum ar passar. Inspirei “manualmente” por algumas vezes, tentando ver se estabilizava, mas eu acabei por acordar.

Além dessa, tive duas experiências de OBE anteriormente:

Janeiro ou Fevereiro de 2011

Tirei uma soneca em meu quarto durante a tarde. Quando me deitei, me cobri, porque estava frio graças à chuva lá fora, mas enquanto dormia, o sol brilhou. Como o meu quarto na época era praticamente uma estufa, logo ficou fervendo lá dentro, a ponto de eu acordar por causa do calor.
O problema é que eu acordei paralisada, tão forte que conseguia apenas mexer as pálpebras. Não sabia o que era paralisia do sono naquela época ainda, então fiz todo o esforço que conseguia para tentar me mexer. Comecei a sentir os movimentos dos dedos de minha mão esquerda, mas eu podia vê-la, e ela não se mexia realmente. Em certo momento, fechei os olhos e estiquei o braço para cima. Quando os abri, senti como se o braço fosse puxado de volta para a posição em que ele estava antes.
Fiz o mesmo com o outro braço e as pernas, mas sempre que abria os olhos, eles voltavam para a posição original. Decidi fazer uma coisa que não achava que ia dar certo. Fechei os olhos e sentei na cama, então me levantei. Foi muito estranho, parecia que o corpo não era capaz de se sustentar sozinho, tinha que pensar nos membros e na coluna para conseguir me levantar.
Quando estava de pé, abri os olhos. Agora eu estava mesmo de pé, ao lado da cama. Estava mais estável, mas ainda tinha a sensação de que poderia desabar a qualquer momento. Ainda assim, parecia estar uns trinta centímetros mais alta. Lentamente eu me virei para olhar se o meu corpo ainda dormia. E lá estava eu, deitada e morrendo de calor.
Calor, que por sinal, eu ainda sentia. Tentei tirar as cobertas de cima do meu corpo, e foram várias tentativas até conseguir. O pano parecia pesado como chumbo e escorria entre os dedos, na forma em que eu estava.
O exercício me cansou um pouco, mas logo eu comecei a me sentir melhor, agora que o corpo não estava com tanto calor. Comecei a andar pelo quarto.
Tentar andar normalmente não funcionou, parecia que o pé escorregava sobre o chão liso. Arrastar os pés foi bem mais efetivo. Tentei abrir a porta do quarto, mas não tinha força para girar a maçaneta. Fui para a sacada, que já estava aberta, e senti o chão molhado de chuva debaixo dos pés, além da luz do sol me atravessando. Era uma sensação muito agradável, era como repor as energias. Fique na sacada por um tempo, esperando que alguém passasse na rua, para saber se podiam me ver.
Depois, comecei a ficar preocupada com o porquê de eu não estar sendo puxada de volta ao corpo. Será que eu tinha passado mal? Será que estava morrendo? Fiquei com medo e decidi que era melhor voltar.
Chutei que a melhor forma de voltar seria eu me deitar de volta no corpo. Fiquei de costas para o pé da cama e me joguei para trás. De repente, ficou tudo escuro e tive a sensação de estar caindo. Quando dei com as costas em um chão de terra, percebi que estava dentro de um sonho. Ele deixou de ser lúcido rapidamente e acordei pouco depois.

Janeiro de 2013

Acordei pouco antes do amanhecer em um sábado. Estava com a mesma paralisia extrema da vez anterior, então decidi testar se conseguia “sair” novamente. Usando a mesma técnica, fechei os olhos, me sentei à beirada da cama e levantei.
Quando abri os olhos, estava de pé na rua, em frente ao meu prédio.
No começo, achei que tinha entrado em um sonho lúcido normal, mas a sensação era diferente. As paisagens dos meus sonhos não costumam ser tão perfeitamente iguais as da vida real, e parecia que tudo estava em seu devido lugar ali. Eu estava bem mais alta, como na OBE anterior, mas muito mais estável e conseguia andar normalmente. As cores pareciam mais vibrantes. Tudo que estava no escuro tinha cores frias, como o azul e o roxo, enquanto o que estava na luz tinha cores quentes, como amarelo e vermelho.  Também havia uma textura, algumas marcas e desenhos, que pareciam se formar nos cantos da visão, e sumiam quando eu tentava focar nelas.
Tudo que se mexia constantemente, como as pessoas, os galhos das árvores e carros em movimento, eram silhuetas escuras e borradas. Eu era uma silhueta escura e borrada. Um carro passou atrás de mim, apenas seus faróis acesos na sua forma indistinta, um rastro de fumaça marcando o trajeto que ele percorreu.
Estava me sentindo nua, então invoquei um casaco e calças como tinha feito em sonhos lúcidos antes, e deu certo. Minha aparência não mudou muito, mas sentia as roupas e podia colocar as mãos nos bolsos do casaco.
Uma moça vinha andando em minha direção. Quando ela estava bem próxima, eu conseguia vê-la nos detalhes, mas em preto e branco. Ela não me viu e andou através de mim; a sensação me deu um calafrio. Todos os sons ecoavam e pareciam distantes, como o bater dos saltos dela na calçada.
Andei um pouco em frente e outras três mulheres vinham de meu encontro. Elas conversavam entre si, até que uma delas me viu. Bem na distância em que eu começava a enxerga-la, ela parou e ficou me olhando chocada. As outras duas pararam um pouco depois e perguntaram para ela o que tinha acontecido. Pelas roupas, podia dizer que elas eram colegas de trabalho. Olhei para a moça que me viu, sorri e acenei.
Ela gritou e fugiu, voltando pelo caminho que vinha. As outras não entenderam a reação, mas foram atrás tentar consolar a amiga.
Atravessei a rua e fui para trás de umas árvores, assim elas não me encontrariam quando passassem por ali de novo. Vi elas voltando ao seu caminho em direção do trabalho, uma sempre relutante e atrás das outras duas.
Na esquina, vi a luz do sol nascente tocar o topo de alguns prédios. O azul do céu e a energia do sol foram tão impactantes que quase me fizeram perder os sentidos por um instante, mas depois disso a experiência ficou ainda mais real.
Me sentia leve a ponto que um pequeno salto me fazia flutuar por vários metros. O curioso que a minha respiração ainda era a de meu corpo, porque sentia o vento frio da rua, mas o ar que eu respirava era o quente e parado do quarto fechado.
Recordei das experiências que uma amiga minha me contou, das vezes em que ela usou alucinógenos, percebi que tinha muita coisa em comum ali. Até me perguntei se eu não tinha experimentado algum com ela antes de tudo isso começar, mas me lembrava muito bem do quarto e da paralisia, e sabia que meu corpo ainda estava deitado lá.
Do outro lado da rua, havia um catador de papel que enchia o seu carrinho enquanto parecia resmungar sozinho. De repente, ele parou e parecia olhar em minha direção. Acenei de leve, ele respondeu com um aceno frenético e ainda me desejou bom dia antes de continuar sua jornada.
Explorei muito das duas quadras ao redor do meu prédio, entrei em algumas lojas que ainda estavam fechadas, observei o movimento das pessoas, mas todas as ruas que levavam além dali terminavam em uma névoa densa. Passei pela névoa uma hora, para ver onde levava, e parecia que ela transportava para um sonho lúcido comum. O que eu entrei era uma série de colinas com gramados verdes, como um campo de golfe ou o plano de fundo do Windows XP. Um ônibus escolar, daqueles americanos, parecia parcialmente soterrado em uma das colinas.
Me aproximei e tentei me olhar no espelho do ônibus, mas ele estava partido, então só tive uma impressão bem vaga, mas parecia ainda ser um vulto/sombra. Dei uma vaga olhada dentro do ônibus, haviam colchões e outras coisas que faziam o lugar parecer habitado. Quase perdi a lucidez ali, e preferi voltar para a cidade “real”.
Voltando à quadra de meu prédio, a luz do sol já toca o chão da rua. Ali na parte iluminada, senti a mesma sensação que tive na sacada, na OBE anterior. Uma sensação de paz em estar ali. Fiquei andando pelo sol por um tempo, e vi que as névoas no fim das ruas haviam se dissipado, e eu podia ver os sonhos em que elas davam sem ter de entrar nelas. Um levava ao Solar, o lugar que apareceu várias vezes em sonhos anteriores e que eu já relatei aqui. Dei um impulso para chegar lá rápido, mas algo, talvez a respiração, me fez perceber que estava acordando. Voltei ao sol, pulei o muro de uma casa e fiquei observando as plantas do jardim até acordar por completo. Conseguia ver detalhes nas folhas que não eram visíveis no mundo real.
Quando acordei, me senti como se tivesse sido forçada dentro de uma roupa apertada e pesada.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qui Nov 17, 2016 4:19 pm
Que experiências bacanas, Werne. Achei uma graça, você ficar sentada ao lado do seu corpo como se estivesse cuidando dele. Eu já tive algumas experiências OBE e eu sempre era arrastada para algum lugar. Eu sentia muito medo, achava que tinha morrido ou que nunca mais voltaria ao corpo. gargalhada
O sonho de 2013 foi lindo e surreal. Gostaria de estar num lugar assim, que me dá acesso outros sonhos sem precisar entrar neles.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Nov 18, 2016 7:30 pm
Königin escreveu:Que experiências bacanas, Werne. Achei uma graça, você ficar sentada ao lado do seu corpo como se estivesse cuidando dele. Eu já tive algumas experiências OBE e eu sempre era arrastada para algum lugar. Eu sentia muito medo, achava que tinha morrido ou que nunca mais voltaria ao corpo.
O sonho de 2013 foi lindo e surreal. Gostaria de estar num lugar assim, que me dá acesso outros sonhos sem precisar entrar neles.

Valeu, Königin feliz
Não tinha pensado assim no sonho, mas é uma graça mesmo, vendo por esse lado xD Queria levantar e explorar a casa, pena que o nariz não deixou Dx

O sonho de 2013 foi um dos mais incríveis que eu já tive, uma experiência bastante única que me fez ficar triste por ter acordado kkkk
Os "acessos múltiplos" foram interessantes também, me lembram do corredor das portas no sonho do campo de batalha que relatei antes.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Nov 22, 2016 11:38 am
Werne impressionante o sonho de 2013 em!? Lendo seus relatos me pergunto oq leva as pessoas usarem drogas sendo que ha dentro de nossos sonhos um mundo tão imenso e fantástico a ser explorado, que sem duvida é uma verdadeira viagem !!!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Nov 23, 2016 10:29 am
Incríveis suas 2 últimas experiências, achei fascinante você tirar o cobertor de cima do corpo para diminuir o calor, apesar de o cobertor continuar no lugar na vida real, você sentiu o efeito desse ato.
E o de 2013 então... acho que nunca vou estar tão estabilizado e conectado ao sonho como você estava!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Nov 23, 2016 7:44 pm
LucasDuarte escreveu:Werne impressionante o sonho de 2013 em!? Lendo seus relatos me pergunto oq leva as pessoas usarem drogas sendo que ha dentro de nossos sonhos um mundo tão imenso e fantástico a ser explorado, que sem duvida é uma verdadeira viagem !!!

Obrigada Lucas! Isso que você disse me lembrou de uma frase dita pelo artista surrealista Salvador Dali, uma vez quando um repórter perguntou à ele que drogas usava para ter suas ideias. "Eu não uso drogas, eu sou as drogas!" foi o que ele disse xD

daydreamer escreveu:Incríveis suas 2 últimas experiências, achei fascinante você tirar o cobertor de cima do corpo para diminuir o calor, apesar de o cobertor continuar no lugar na vida real, você sentiu o efeito desse ato.
E o de 2013 então... acho que nunca vou estar tão estabilizado e conectado ao sonho como você estava!

Na verdade, quando eu acordei estava sem a coberta. Acho que com o ato do sonho, eu me mexi e tirei a coberta na vida real!
Ei, Day, aposto que você consegue ter experiências tão ou até mais chocantes do que a que eu tive em 2013! Acreditar que é capaz já te leva um bom caminho adiante com os sonhos lúcidos! muito feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Nov 27, 2016 9:33 am
Muito bom esse seu sonho de 2013 Werne, realmente uma experiência única pra muita gente, mas você se saiu muito bem xD

Espero logo logo ler outros sonhos como esse.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Nov 27, 2016 1:29 pm
Werne:
Oi, trazendo mais relatos aqui, dessa vez de OBEs

67º Dia do diário - 17/09/2016

OBE inusitada

Depois de alguns sonhos não lúcidos, ganhei lucidez enquanto descia escadas que levavam a um grande salão, um tipo de biblioteca ou arquivo sem janelas e paredes de pedra. Toda a luz vinha da porta pela qual eu entrava.
De repente, parecia que a gravidade tinha sido desligada. Objetos da biblioteca começaram a flutuar e os degraus da escada se soltavam debaixo de meus pés. A luz começou a se esvanecer e eu fechei os olhos, achado que o sonho estava acabando. Continuei flutuando ali, depois que tudo parecia ter sumido.
Lentamente, fui abrindo meus olhos e vi que agora estava em meu quarto, flutuando acima de minha cama, de barriga para cima. Girei no meu eixo para olhar a cama, e meu corpo estava lá, dormindo. Ainda era como se estivesse sem gravidade, então flutuei para a beira da cama e me segurei ali para ficar na posição sentada.
O quarto estava escuro, mas parecia iluminado com uma luz negra que deixava tudo roxo ou azulado.
Eu fiquei sentada ali, aproveitando a sensação de que tudo que me estressava ou angustiava havia passado, uma sensação de relaxamento total. Uma corrente de ar quente me balançava com se fosse ondas no mar.
Mas então, eu não estava conseguindo respirar mais. A respiração, até aquele momento, era igual à de meu corpo, mas parei de sentir ela. Forcei a inspiração, quase acordando, e percebi qual era o problema. Estava respirando tão superficialmente, que quando meu nariz trancou um pouco, já foi o suficiente para nenhum ar passar. Inspirei “manualmente” por algumas vezes, tentando ver se estabilizava, mas eu acabei por acordar.

Além dessa, tive duas experiências de OBE anteriormente:

Janeiro ou Fevereiro de 2011

Tirei uma soneca em meu quarto durante a tarde. Quando me deitei, me cobri, porque estava frio graças à chuva lá fora, mas enquanto dormia, o sol brilhou. Como o meu quarto na época era praticamente uma estufa, logo ficou fervendo lá dentro, a ponto de eu acordar por causa do calor.
O problema é que eu acordei paralisada, tão forte que conseguia apenas mexer as pálpebras. Não sabia o que era paralisia do sono naquela época ainda, então fiz todo o esforço que conseguia para tentar me mexer. Comecei a sentir os movimentos dos dedos de minha mão esquerda, mas eu podia vê-la, e ela não se mexia realmente. Em certo momento, fechei os olhos e estiquei o braço para cima. Quando os abri, senti como se o braço fosse puxado de volta para a posição em que ele estava antes.
Fiz o mesmo com o outro braço e as pernas, mas sempre que abria os olhos, eles voltavam para a posição original. Decidi fazer uma coisa que não achava que ia dar certo. Fechei os olhos e sentei na cama, então me levantei. Foi muito estranho, parecia que o corpo não era capaz de se sustentar sozinho, tinha que pensar nos membros e na coluna para conseguir me levantar.
Quando estava de pé, abri os olhos. Agora eu estava mesmo de pé, ao lado da cama. Estava mais estável, mas ainda tinha a sensação de que poderia desabar a qualquer momento. Ainda assim, parecia estar uns trinta centímetros mais alta. Lentamente eu me virei para olhar se o meu corpo ainda dormia. E lá estava eu, deitada e morrendo de calor.
Calor, que por sinal, eu ainda sentia. Tentei tirar as cobertas de cima do meu corpo, e foram várias tentativas até conseguir. O pano parecia pesado como chumbo e escorria entre os dedos, na forma em que eu estava.
O exercício me cansou um pouco, mas logo eu comecei a me sentir melhor, agora que o corpo não estava com tanto calor. Comecei a andar pelo quarto.
Tentar andar normalmente não funcionou, parecia que o pé escorregava sobre o chão liso. Arrastar os pés foi bem mais efetivo. Tentei abrir a porta do quarto, mas não tinha força para girar a maçaneta. Fui para a sacada, que já estava aberta, e senti o chão molhado de chuva debaixo dos pés, além da luz do sol me atravessando. Era uma sensação muito agradável, era como repor as energias. Fique na sacada por um tempo, esperando que alguém passasse na rua, para saber se podiam me ver.
Depois, comecei a ficar preocupada com o porquê de eu não estar sendo puxada de volta ao corpo. Será que eu tinha passado mal? Será que estava morrendo? Fiquei com medo e decidi que era melhor voltar.
Chutei que a melhor forma de voltar seria eu me deitar de volta no corpo. Fiquei de costas para o pé da cama e me joguei para trás. De repente, ficou tudo escuro e tive a sensação de estar caindo. Quando dei com as costas em um chão de terra, percebi que estava dentro de um sonho. Ele deixou de ser lúcido rapidamente e acordei pouco depois.

Janeiro de 2013

Acordei pouco antes do amanhecer em um sábado. Estava com a mesma paralisia extrema da vez anterior, então decidi testar se conseguia “sair” novamente. Usando a mesma técnica, fechei os olhos, me sentei à beirada da cama e levantei.
Quando abri os olhos, estava de pé na rua, em frente ao meu prédio.
No começo, achei que tinha entrado em um sonho lúcido normal, mas a sensação era diferente. As paisagens dos meus sonhos não costumam ser tão perfeitamente iguais as da vida real, e parecia que tudo estava em seu devido lugar ali. Eu estava bem mais alta, como na OBE anterior, mas muito mais estável e conseguia andar normalmente. As cores pareciam mais vibrantes. Tudo que estava no escuro tinha cores frias, como o azul e o roxo, enquanto o que estava na luz tinha cores quentes, como amarelo e vermelho.  Também havia uma textura, algumas marcas e desenhos, que pareciam se formar nos cantos da visão, e sumiam quando eu tentava focar nelas.
Tudo que se mexia constantemente, como as pessoas, os galhos das árvores e carros em movimento, eram silhuetas escuras e borradas. Eu era uma silhueta escura e borrada. Um carro passou atrás de mim, apenas seus faróis acesos na sua forma indistinta, um rastro de fumaça marcando o trajeto que ele percorreu.
Estava me sentindo nua, então invoquei um casaco e calças como tinha feito em sonhos lúcidos antes, e deu certo. Minha aparência não mudou muito, mas sentia as roupas e podia colocar as mãos nos bolsos do casaco.
Uma moça vinha andando em minha direção. Quando ela estava bem próxima, eu conseguia vê-la nos detalhes, mas em preto e branco. Ela não me viu e andou através de mim; a sensação me deu um calafrio. Todos os sons ecoavam e pareciam distantes, como o bater dos saltos dela na calçada.
Andei um pouco em frente e outras três mulheres vinham de meu encontro. Elas conversavam entre si, até que uma delas me viu. Bem na distância em que eu começava a enxerga-la, ela parou e ficou me olhando chocada. As outras duas pararam um pouco depois e perguntaram para ela o que tinha acontecido. Pelas roupas, podia dizer que elas eram colegas de trabalho. Olhei para a moça que me viu, sorri e acenei.
Ela gritou e fugiu, voltando pelo caminho que vinha. As outras não entenderam a reação, mas foram atrás tentar consolar a amiga.
Atravessei a rua e fui para trás de umas árvores, assim elas não me encontrariam quando passassem por ali de novo. Vi elas voltando ao seu caminho em direção do trabalho, uma sempre relutante e atrás das outras duas.
Na esquina, vi a luz do sol nascente tocar o topo de alguns prédios. O azul do céu e a energia do sol foram tão impactantes que quase me fizeram perder os sentidos por um instante, mas depois disso a experiência ficou ainda mais real.
Me sentia leve a ponto que um pequeno salto me fazia flutuar por vários metros. O curioso que a minha respiração ainda era a de meu corpo, porque sentia o vento frio da rua, mas o ar que eu respirava era o quente e parado do quarto fechado.
Recordei das experiências que uma amiga minha me contou, das vezes em que ela usou alucinógenos, percebi que tinha muita coisa em comum ali. Até me perguntei se eu não tinha experimentado algum com ela antes de tudo isso começar, mas me lembrava muito bem do quarto e da paralisia, e sabia que meu corpo ainda estava deitado lá.
Do outro lado da rua, havia um catador de papel que enchia o seu carrinho enquanto parecia resmungar sozinho. De repente, ele parou e parecia olhar em minha direção. Acenei de leve, ele respondeu com um aceno frenético e ainda me desejou bom dia antes de continuar sua jornada.
Explorei muito das duas quadras ao redor do meu prédio, entrei em algumas lojas que ainda estavam fechadas, observei o movimento das pessoas, mas todas as ruas que levavam além dali terminavam em uma névoa densa. Passei pela névoa uma hora, para ver onde levava, e parecia que ela transportava para um sonho lúcido comum. O que eu entrei era uma série de colinas com gramados verdes, como um campo de golfe ou o plano de fundo do Windows XP. Um ônibus escolar, daqueles americanos, parecia parcialmente soterrado em uma das colinas.
Me aproximei e tentei me olhar no espelho do ônibus, mas ele estava partido, então só tive uma impressão bem vaga, mas parecia ainda ser um vulto/sombra. Dei uma vaga olhada dentro do ônibus, haviam colchões e outras coisas que faziam o lugar parecer habitado. Quase perdi a lucidez ali, e preferi voltar para a cidade “real”.
Voltando à quadra de meu prédio, a luz do sol já toca o chão da rua. Ali na parte iluminada, senti a mesma sensação que tive na sacada, na OBE anterior. Uma sensação de paz em estar ali. Fiquei andando pelo sol por um tempo, e vi que as névoas no fim das ruas haviam se dissipado, e eu podia ver os sonhos em que elas davam sem ter de entrar nelas. Um levava ao Solar, o lugar que apareceu várias vezes em sonhos anteriores e que eu já relatei aqui. Dei um impulso para chegar lá rápido, mas algo, talvez a respiração, me fez perceber que estava acordando. Voltei ao sol, pulei o muro de uma casa e fiquei observando as plantas do jardim até acordar por completo. Conseguia ver detalhes nas folhas que não eram visíveis no mundo real.
Quando acordei, me senti como se tivesse sido forçada dentro de uma roupa apertada e pesada.

Impressionantes os seus relatos Werne  perplexo , por que será que no sonho de 2013 a mulher e o catador de papel tiveram reações tão diferentes ao te ver?
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Dez 11, 2016 12:50 am
Pyros escreveu:Muito bom esse seu sonho de 2013 Werne, realmente uma experiência única pra muita gente, mas você se saiu muito bem xD

Espero logo logo ler outros sonhos como esse.
Valeu Pyros!! Também espero por mais sonhos assim muito feliz

Érika escreveu:Impressionantes os seus relatos Werne, por que será que no sonho de 2013 a mulher e o catador de papel tiveram reações tão diferentes ao te ver?

Obrigada Érika, então, pelo o que o sonho me deixava perceber, ele eram os únicos que tinham me visto mesmo, como se eu fosse invisível para o resto.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Dez 11, 2016 1:04 am
18/09/2016 – 68º Dia do diário

Oportunidade perdida

Começou com um falso acordar. Fui tomar o café da manhã, mas quando cheguei à cozinha, o copo e o prato sujos estavam em cima da mesa, como se eu já tivesse tomado.
O RC das mãos falhou, mas quando eu dei um pequeno salto, flutuei um pouco. Voltei ao corredor e me olhei no espelho. O meu reflexo era só um silhueta borrada. Entrei no meu quarto e fui até a janela, estava prestes a pular dela para voar, quando a incerteza bateu.
Moro em um andar muito alto, e como o sonho era bastante realístico, comecei a pensar se eu não estaria tendo um caso de sonambulismo junto do sonho lúcido. Isto já ocorreu antes, mas nestas ocasiões eu não consegui me levantar sem acordar. Não me lembrava disso no sonho.
Fiquei observando o exterior ali da janela. Era bem detalhado, mas não era o meu bairro real, tendo muito mais árvores e menos prédios do que deveria.
Podia ouvir, vindo de algum ponto do apartamento, a voz de uma tia minha, que parecia estar acalmando um bebê. Também dava para ouvir os vizinhos do andar de cima, que estavam no meio de uma briga feia. Acordei.

23/09/2016 – 73º Dia do diário

Matando aula

O sonho começou não lúcido. Estava junto de uma expedição, algo tipo uma excursão escolar, à um túnel de pedra cilíndrico pelo qual passava um enorme trilho de ferro. Um trem ou metrô para aqueles trilhos seria muito maior, talvez até o triplo, das dimensões convencionais.
Ali onde eu estava com o resto da excursão era uma plataforma no fim da linha. O túnel seguia à direita, com algumas lanternas alaranjadas que o iluminavam de tempos em tempos, até se perder na escuridão.
Na lateral e em frente à plataforma, um círculo de pedra gigante parecia servir de porta ao próprio túnel, e ali havia demarcado um caminho por onde ele rolava para separar a estação do resto do caminho.
Na plataforma a iluminação provinha da porta de entrada e uma única janela. Uma professora, que liderava a expedição, disse que o túnel há muito tinha sido desativado, e só era mantido por causa de sua importância histórica.
Eu comecei a desconfiar que estava sonhando por aí, porque eu não lembrava como tinha chego lá. Bem no fim da estação, havia uma porta estreita na rocha. Seguimos por ela, que nos levou a um corredor com várias salas de aula nas laterais.
Quando entramos e nos sentamos em uma delas, percebi que eu usava luvas de couro e não conseguia tira-las. Aí que eu tive certeza que estava sonhando. Como a professora ia passar um vídeo em preto e branco sobre a história do túnel, e mesmo antes deste começar algumas pessoas já haviam dormido, eu decidi sair dali.
Levantei, saí da sala, fui até a porta de outra e desejei ir a algum lugar interessante através dela. Entrei em um quarto de criança bem iluminado, algo das cores e da forma de me movimentar dentro do sonho me lembraram OBEs que eu tive antes. Num canto, um menininho que não devia ter mais que seis anos chorava.
Ele levou um susto ao me ver entrar no quarto, eu o acalmei e perguntei porque estava chorando. Ele estava triste porque o irmão mais velho não queria brincar com ele. Disse que eu poderia brincar com ele, e fiquei no quarto com o menino pelo resto do sonho.
No fim, ele havia feito um desenho de nós dois e ido mostrar para a mãe. Ouvi ela responder alguma coisa sobre o menino estar inventando amigos imaginários de novo.

29/09/2016 – 79º Dia do diário

Risadas noturnas

Tive muita dificuldade para ir dormir esta noite. Quando finalmente comecei a pegar no sono, ouvi uma risada muito alta. O pior é que parecia que era eu que tinha dado ela, e isso me acordou de novo.
Quando dormi mesmo, tive aquela sensação de flutuação fora do corpo, primeiro acima da cama, depois através dela e descendo, como se estivesse lentamente descendo o prédio, andar por andar, e eu podia controlar a velocidade e o sentido do movimento, mas não podia me mexer muito ou abrir os olhos.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Dez 11, 2016 1:40 am
huum tem que ter cuidado com sonambulismo vai que voce voe nos sonhos e quando acorda esta "voando" pra baixo (ate o chao).
2- amigos imaginarios? nossa tipo sei la bateu algo na mente como se isso fosse algo meio pesado :(
3- a risada deve ter sido macabro e ter dado um medo, mas a parte da flutuação deve ter sido muito boa e relaxante.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Dez 12, 2016 3:37 pm
Werne:
18/09/2016 – 68º Dia do diário

Oportunidade perdida

Começou com um falso acordar. Fui tomar o café da manhã, mas quando cheguei à cozinha, o copo e o prato sujos estavam em cima da mesa, como se eu já tivesse tomado.
O RC das mãos falhou, mas quando eu dei um pequeno salto, flutuei um pouco. Voltei ao corredor e me olhei no espelho. O meu reflexo era só um silhueta borrada. Entrei no meu quarto e fui até a janela, estava prestes a pular dela para voar, quando a incerteza bateu.
Moro em um andar muito alto, e como o sonho era bastante realístico, comecei a pensar se eu não estaria tendo um caso de sonambulismo junto do sonho lúcido. Isto já ocorreu antes, mas nestas ocasiões eu não consegui me levantar sem acordar. Não me lembrava disso no sonho.
Fiquei observando o exterior ali da janela. Era bem detalhado, mas não era o meu bairro real, tendo muito mais árvores e menos prédios do que deveria.
Podia ouvir, vindo de algum ponto do apartamento, a voz de uma tia minha, que parecia estar acalmando um bebê. Também dava para ouvir os vizinhos do andar de cima, que estavam no meio de uma briga feia. Acordei.

23/09/2016 – 73º Dia do diário

Matando aula

O sonho começou não lúcido. Estava junto de uma expedição, algo tipo uma excursão escolar, à um túnel de pedra cilíndrico pelo qual passava um enorme trilho de ferro. Um trem ou metrô para aqueles trilhos seria muito maior, talvez até o triplo, das dimensões convencionais.
Ali onde eu estava com o resto da excursão era uma plataforma no fim da linha. O túnel seguia à direita, com algumas lanternas alaranjadas que o iluminavam de tempos em tempos, até se perder na escuridão.
Na lateral e em frente à plataforma, um círculo de pedra gigante parecia servir de porta ao próprio túnel, e ali havia demarcado um caminho por onde ele rolava para separar a estação do resto do caminho.
Na plataforma a iluminação provinha da porta de entrada e uma única janela. Uma professora, que liderava a expedição, disse que o túnel há muito tinha sido desativado, e só era mantido por causa de sua importância histórica.
 Eu comecei a desconfiar que estava sonhando por aí, porque eu não lembrava como tinha chego lá. Bem no fim da estação, havia uma porta estreita na rocha. Seguimos por ela, que nos levou a um corredor com várias salas de aula nas laterais.
Quando entramos e nos sentamos em uma delas, percebi que eu usava luvas de couro e não conseguia tira-las. Aí que eu tive certeza que estava sonhando. Como a professora ia passar um vídeo em preto e branco sobre a história do túnel, e mesmo antes deste começar algumas pessoas já haviam dormido, eu decidi sair dali.
Levantei, saí da sala, fui até a porta de outra e desejei ir a algum lugar interessante através dela. Entrei em um quarto de criança bem iluminado, algo das cores e da forma de me movimentar dentro do sonho me lembraram OBEs que eu tive antes. Num canto, um menininho que não devia ter mais que seis anos chorava.
Ele levou um susto ao me ver entrar no quarto, eu o acalmei e perguntei porque estava chorando. Ele estava triste porque o irmão mais velho não queria brincar com ele. Disse que eu poderia brincar com ele, e fiquei no quarto com o menino pelo resto do sonho.
No fim, ele havia feito um desenho de nós dois e ido mostrar para a mãe. Ouvi ela responder alguma coisa sobre o menino estar inventando amigos imaginários de novo.

29/09/2016 – 79º Dia do diário

Risadas noturnas

Tive muita dificuldade para ir dormir esta noite. Quando finalmente comecei a pegar no sono, ouvi uma risada muito alta. O pior é que parecia que era eu que tinha dado ela, e isso me acordou de novo.
Quando dormi mesmo, tive aquela sensação de flutuação fora do corpo, primeiro acima da cama, depois através dela e descendo, como se estivesse lentamente descendo o prédio, andar por andar, e eu podia controlar a velocidade e o sentido do movimento, mas não podia me mexer muito ou abrir os olhos.

Que paciência você teve com o menininho do sonho, você ficou muito tempo brincando com ele?
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Jan 01, 2017 8:11 pm
Passei um tempo sem aparecer no fórum, até porque eu entrei num hiato da técnica dos sonhos lúcidos no fim do ano. Agora estou retomando.

Tabarisco escreveu:huum tem que ter cuidado com sonambulismo vai que voce voe nos sonhos e quando acorda esta "voando" pra baixo (ate o chao).
2- amigos imaginarios? nossa tipo sei la bateu algo na mente como se isso fosse algo meio pesado :(
3- a risada deve ter sido macabro e ter dado um medo, mas a parte da flutuação deve ter sido muito boa e relaxante.

1- É, a cena me deixou sem coragem de agir, mas agora tenho certeza de que eu não estava tendo um momento sonâmbulo, afinal foi diferente das experiências em que tive isso anteriormente.
2- Também sinto uma intensidade estranha, algum tipo de sugestão implicada pelo sonho.
3- Sim, acho que dá para dizer que uma equilibrou a outra, haha

Érika escreveu:Que paciência você teve com o menininho do sonho, você ficou muito tempo brincando com ele?

Fiquei algum tempo, mas não tenho total lembrança de quanto tempo. Acredito que eu tenha perdido um pouco a lucidez neste momento.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Jan 01, 2017 8:16 pm
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01/10/2016 – 81º Dia do diário

Chegando perto

Depois de tantos trancos e barrancos, eu consegui avançar um pouco em minha busca pelo meu primeiro sonho lúcido. Recapitulando aqui:
Spoiler:

A cidade de brinquedo - por volta dos 9 anos de idade
Lembro-me de estar descendo uma escadaria, em meio a uma cidade em uma iluminação alaranjada, como se fosse o pôr ou o nascer do sol. O lugar era quase completamente estranho a mim, exceto que eu achava o caminho das ruas parecido com o plano da minha escola na época. Por volta desse momento fiquei lúcida e observei ao redor. Era uma cidade de estilo medieval ENORME, cheia de torres e casas de muitos andares, todas amontoadas ao lado das ruas de ladrilhos. Olhei o céu, e percebi que ele era de tecido laranja remendado das outras cores do crepúsculo, e se estendia sobre a cidade como uma tenda de picadeiro, mantida em pé pela torre mais alta do castelo que ficava no centro da cidade. Olhei as casas, e percebi que havia algo estranho com elas, e que em muito pareciam bloquinhos de montar.

As ruas ziguezagueavam e não tinham muita organização. Eu me sentia perdida e com medo de estar ali sozinha (e por incrível que pareça, não estava com toda a certeza de estar em um sonho) sem sequer saber como cheguei ali. Ouvi uma música triste ressoando pelas ruas, e seguindo ela encontrei um grande grupo de pessoas. Elas seguiam a passo lento, e todas pelo mesmo caminho, seguiam uma enorme carruagem negra e me perguntei se não se tratava de uma procissão fúnebre. As roupas que eram estranhas. Procurei muito achar roupas parecidas em alguma história que eu tivesse lido ou ouvido naquela época, mas achei só coisas parecidas em bobos da corte, algumas gravuras medievais (que tinha nos meus livros didáticos e eu nunca mais vi), e o carnaval veneziano.

Todos eles usavam máscaras ou algo do tipo para esconder o rosto. Me aproximei de uma mulher que usava um vestido xadrez preto e verde esmeralda, e segurei no braço dela, tentando chamar a sua atenção, mas logo larguei, pois ele era macio como se fosse o de uma boneca de pano. Ela não pareceu perceber, então me afastei. Vi que a procissão ia passar por um arco ou um portão altíssimo em um dos cantos da cidade, através era possível ver uma floresta densa sob a chuva, e o céu estava escuro como um anoitecer nublado. Eu corri retornando o meu caminho, não queria ir junto com eles seja lá para onde eles estavam indo. Acabei me deparando com um homem de roupas preta e douradas que estava um pouco atrás do resto. Eu jurava que conhecia ele, e quando ele me ofereceu para ir com ele à sua residencia tomar chá eu fui. Chegando a ela por um caminho estranho entre ruelas, vi que ela era uma pequena lojinha de brinquedos de madeira, de vitrine encardida. Dentro era apenas um cômodo escuro sem janelas além da vitrine, e algumas estantes de livros abarrotadas separavam a área de convívio da loja. Esta área era só algumas poltronas e sofás ao redor de uma mesinha em frente a uma lareira com uma chaleira sobre o fogo. Sentei em uma das poltronas e  me vi em um espelho no canto da sala, percebendo que eu também usava máscara e roupas estranhas. Por curiosidade, tirei uma das luvas e vi que a minha mão embaixo também parecia ser feita de tecido costurado, com alguns dedos a mais. O sonho acabou antes do chá ficar pronto. ):  
O sonho começou com um falso despertar – as cortinas já estavam abertas quando acordei. Fiz um RC e confirmei que estava em um sonho. Fui até a porta do meu armário e desejei que ela levasse até a loja de brinquedos do sonho anterior. Abri o armário e entrei.
A princípio era só escuridão lá dentro, mas também era espaçoso. Aos poucos, alguns volumes começaram a se formar, primeiro borrões indefinidos, e então o foco melhorava. A primeira coisa que pude reconhecer foi a lareira de pedra, que surgiu apagada, mas quando me aproximei dela, as brasas acenderam e pegaram fogo novamente.
Aos lados da lareira, dois vitrais apresentando orquídeas amarelas delimitaram a parede do fundo e deixaram um pouco de luz exterior entrar no aposento.  Quase tropecei na mesinha circular de madeira que apareceu atrás de mim.
Um pouco atrás e ao redor dela, apareceram duas poltronas de veludo vermelhas, e nas laterais, uma espreguiçadeira e um banco, estofados com o mesmo tecido. Abaixo, um tapete persa bastante decorado.
O papel de parede cheio de padrões surgia ao lado dos vitrais e aonde a luz da lareira tocava os cantos da sala. Atrás das poltronas, a estante que delimitava o espaço da sala com a loja começava a se destacar, e para além dela, a luz da rua pela vitrine já formava um retângulo distante.
E quando quase tudo parecia estar em seu lugar, as peças se desfizeram novamente, e eu fiquei um segundo ou dois no escuro antes de acordar.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qui Jan 05, 2017 6:47 pm
Werne, você está cada vez mais próxima do seu objetivo. Que pena o sonho se desfazer, depois de tudo estar em seu lugar. Acredito que na próxima, será mais fácil a reconstrução do local e você poderá explorar a loja.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

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