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Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Jul 24, 2016 11:55 pm
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Oi galera! Sou nova por aqui, comecei a anotar meus sonhos lúcidos faz pouco tempo, tanto que os primeiros que eu tenho a relatar são de alguns dias atrás lingua
Tenho tido sonhos lúcidos desde criança, mas nunca com muita frequência porque não usava técnicas. Agora eu estou usando Tholey e fazendo reality checks com regularidade. Também tenho que admitir que tenho uma propensão à acordar de repente por volta das 5 da manhã sem qualquer motivo, e acho que isso ajuda o_O
Enfim, esse é o meu diário. Espero que vocês curtam!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Jul 25, 2016 11:25 am
Olá werne,seja bem vinda.
Eu também acordo de forma espontânea mais ou menos nesse horário,realmente ajuda. Aguardamos seus relatos certo
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Jul 25, 2016 12:54 pm
Valeu Andrelp, prazer te conhecer feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Jul 25, 2016 12:54 pm
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Sonho dia 14/07/2016, 5º dia do diário - Explorando a cidade

Após uma dessas minhas "acordadas repentinas" durante a madrugada, tive o seguinte sonho:

Começou já lúcido, e eu estava em pé no meio de uma praça circular, no que parecia ser o centro de uma cidade. A praça não tinha árvores, era apenas uma plataforma de pavimento um pouco elevada. Metade do círculo era envolto por uma parede azul bastante alta, com janelas estreitas que iam até o chão, e do outro lado haviam três degraus que levavam à uma rua de terra abaixo. Na praça vários artistas de rua faziam performances, mas eles pareciam me ignorar, com exceção de uma mulher vestida de palhaço que me observava. O dia estava ensolarado. Desci da praça e fui para a rua, interessada naquele ambiente.
Um prédio mais a diante me chamou a atenção. Era um prédio de esquina antigo, de três andares, mas o que chamava a atenção era a lojinha bem da curva da esquina. O espaço interno dela era pequeno demais para ela, então ao seu redor as prateleiras e araras tomavam conta da rua de terra, com grades de arame baixas delimitando a área que pertencia a loja. Os vizinhos pareciam não gostar dela, porque ela bloqueava a rua lateral inteira. Entrei nos "domínios" da loja. Achei uma camiseta do Iron Maiden que era igual a que eu estava usando (nota: Eu nem tenho camisetas do Iron Maiden xD).
Uma senhora gorda usando vestido de flores cuidava do caixa na parte de dentro da loja. No lado de fora, dentro do cercado, um homem que seria o dono da loja falava com os clientes. Ele era bastante velho, com a pele queimada pelo sol. Usava chapéu de palha e camisa branca por cima da bermuda. Perto dele havia um cachorro que o pertencia, animal bastante amigável. Brinquei com o cão um pouco, e o dono me disse que o animal era um poodle, embora fosse um vira-lata que parecia misturado com Shiba Inu (Doge, sabem? kkkk). Tentei convencê-lo do contrário, mas para ele o cão era um poodle.
Saí da loja e fui para um grande gramado que havia na rua que ela bloqueava. Lá haviam pássaros vivos no topo de pódios, eles ficavam sentados em almofadinhas de veludo púrpura ali. A maioria eram corujas, mas havia um falcão que me chamou a atenção também. O nome da espécie estava escrita no pódio, e o falcão era um "falcão leopardo". Ele tinha o peito, os olhos, as patas e o bico amarelos, a cabeça, as costas, as garras e a ponta do bico negros, as asas e o rabo marrons, e chamando muita atenção, um padrão de oncinha no peito. Andando um pouco mais, cheguei na entrada de um museu a qual os pássaros pertenciam.
Ele era principalmente um museu de história natural, haviam mais pássaros la dentro além de alguns aquários. Em um destes aquários havia um animal semelhante a um golfinho muito pequeno, não devia ter mais de 20 cm. Ao lado e abaixo dele, gravada na parede, havia uma explicação de sua linha evolutiva. O museu também tinha algumas obras de arte, umas poucas esculturas jogadas nos cantos e poesias gravadas nas paredes. O espaço, embora pequeno e com muitas colunas e ângulos estranhos, parecia um tanto vazio e abandonado.
Uma mulher se aproximou, ela era magra, ruiva e usava roupas pretas. Ela me disse ser a responsável por aquele museu, então eu a perguntei porque o espaço estava tão vazio. Ela disse que estavam passando por uns maus tempos, e a maioria das exposições foram emprestadas para museus maiores porque eles não tinham como mantê-las. Ela me guiou pelo museu, comentou algumas das poesias, e disse que eu era familiar para ela. Ela acabou me dizendo que tinha certeza que eu passava longas tardes no museu quando era pequena. Ela me levou para outra saída do lugar, e vi que parte do espaço do museu era compartilhado com uma peixaria e uma loja de brinquedos. Por fim a curadora me disse que aquele lugar era a vida dela e ela faria qualquer coisa para ele não fechar. Nós nos despedimos e eu saí do lugar.
Esta segunda saída dava em um ambiente que parecia uma galeria ou um shopping. No meio havia uma exposição de móveis estranhos, e eu encontrei o meu irmão mais velho ali. Ele me convidou para ir em um fliperama que tinha ali, e eu fui com ele. Perdi a lucidez nesta parte do sonho, apenas recuperei um pouco quando a gente saiu para comer algo, e no meu prato colocaram uma pizza de pepperoni lilás. Tinha gosto de tutti frutti o_O O sonho acabou aí.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Jul 25, 2016 9:59 pm
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Esses dois foram tão curtos que vou colocá-los juntos:

Sonho dia 13/07/2016, 4º dia do diário - O Carro
Novamente após acordar de madrugada:

Sonhei estar sentada no banco do passageiro do carro de minha mãe. Porém, o volante e os pedais estavam do meu lado, e achando isso estranho, fiz um reality check e deu certo. Nesse momento tentei sair do carro, mas a maçaneta da porta não funcionava, e nada que eu fizesse a abria. Decidi atravessar a porta, o que deu certo e logo eu estava de pé em uma rua chuvosa no meio da cidade. Esfreguei as mãos para estabilizar o sonho, mas dei de cara com um sujeito de terno, cabelo castanho e olhos azuis que parecia ter visto eu sair do carro sem abrir a porta, e de alguma forma isso me fez acordar.

Sonho dia 19/07/2016, 10º dia do diário - Instável
Esse aconteceu no meio da noite:
Começou como um sonho não lúcido que eu tenho pouca lembrança. Após olhar para a janela e ver uma enorme lua que parecia ser feita de papel no céu, fiz um reality check e ganhei lucidez. Porém o sonho já estava se desfazendo, e todas as tentativas de mantê-lo só fizeram ele se desfazer mais devagar. Talvez se eu tivesse tentado alguma coisa mais radical eu teria o mantido, mas tinha a impressão de estar presa ao meu corpo físico (movimentos pesados) e tinha medo de acabar me acordando sem querer. Acordei de qualquer forma.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Jul 26, 2016 6:04 am
Werne escreveu:
Werne escreveu:Sonho dia 14/07/2016, 5º dia do diário - Explorando a cidade

Após uma dessas minhas "acordadas repentinas" durante a madrugada, tive o seguinte sonho:

Começou já lúcido, e eu estava em pé no meio de uma praça circular, no que parecia ser o centro de uma cidade. A praça não tinha árvores, era apenas uma plataforma de pavimento um pouco elevada. Metade do círculo era envolto por uma parede azul bastante alta, com janelas estreitas que iam até o chão, e do outro lado haviam três degraus que levavam à uma rua de terra abaixo. Na praça vários artistas de rua faziam performances, mas eles pareciam me ignorar, com exceção de uma mulher vestida de palhaço que me observava. O dia estava ensolarado. Desci da praça e fui para a rua, interessada naquele ambiente.
Um prédio mais a diante me chamou a atenção. Era um prédio de esquina antigo, de três andares, mas o que chamava a atenção era a lojinha bem da curva da esquina. O espaço interno dela era pequeno demais para ela, então ao seu redor as prateleiras e araras tomavam conta da rua de terra, com grades de arame baixas delimitando a área que pertencia a loja. Os vizinhos pareciam não gostar dela, porque ela bloqueava a rua lateral inteira. Entrei nos "domínios" da loja. Achei uma camiseta do Iron Maiden que era igual a que eu estava usando (nota: Eu nem tenho camisetas do Iron Maiden xD).
Uma senhora gorda usando vestido de flores cuidava do caixa na parte de dentro da loja. No lado de fora, dentro do cercado, um homem que seria o dono da loja falava com os clientes. Ele era bastante velho, com a pele queimada pelo sol. Usava chapéu de palha e camisa branca por cima da bermuda. Perto dele havia um cachorro que o pertencia, animal bastante amigável. Brinquei com o cão um pouco, e o dono me disse que o animal era um poodle, embora fosse um vira-lata que parecia misturado com Shiba Inu (Doge, sabem? kkkk). Tentei convencê-lo do contrário, mas para ele o cão era um poodle.
Saí da loja e fui para um grande gramado que havia na rua que ela bloqueava. Lá haviam pássaros vivos no topo de pódios, eles ficavam sentados em almofadinhas de veludo púrpura ali. A maioria eram corujas, mas havia um falcão que me chamou a atenção também. O nome da espécie estava escrita no pódio, e o falcão era um "falcão leopardo". Ele tinha o peito, os olhos, as patas e o bico amarelos, a cabeça, as costas, as garras e a ponta do bico negros, as asas e o rabo marrons, e chamando muita atenção, um padrão de oncinha no peito. Andando um pouco mais, cheguei na entrada de um museu a qual os pássaros pertenciam.
Ele era principalmente um museu de história natural, haviam mais pássaros la dentro além de alguns aquários. Em um destes aquários havia um animal semelhante a um golfinho muito pequeno, não devia ter mais de 20 cm. Ao lado e abaixo dele, gravada na parede, havia uma explicação de sua linha evolutiva. O museu também tinha algumas obras de arte, umas poucas esculturas jogadas nos cantos e poesias gravadas nas paredes. O espaço, embora pequeno e com muitas colunas e ângulos estranhos, parecia um tanto vazio e abandonado.
Uma mulher se aproximou, ela era magra, ruiva e usava roupas pretas. Ela me disse ser a responsável por aquele museu, então eu a perguntei porque o espaço estava tão vazio. Ela disse que estavam passando por uns maus tempos, e a maioria das exposições foram emprestadas para museus maiores porque eles não tinham como mantê-las. Ela me guiou pelo museu, comentou algumas das poesias, e disse que eu era familiar para ela. Ela acabou me dizendo que tinha certeza que eu passava longas tardes no museu quando era pequena. Ela me levou para outra saída do lugar, e vi que parte do espaço do museu era compartilhado com uma peixaria e uma loja de brinquedos. Por fim a curadora me disse que aquele lugar era a vida dela e ela faria qualquer coisa para ele não fechar. Nós nos despedimos e eu saí do lugar.
Esta segunda saída dava em um ambiente que parecia uma galeria ou um shopping. No meio havia uma exposição de móveis estranhos, e eu encontrei o meu irmão mais velho ali. Ele me convidou para ir em um fliperama que tinha ali, e eu fui com ele. Perdi a lucidez nesta parte do sonho, apenas recuperei um pouco quando a gente saiu para comer algo, e no meu prato colocaram uma pizza de pepperoni lilás. Tinha gosto de tutti frutti o_O O sonho acabou aí.
Oi, Werne, você escreve muito bem. Relato muito rico em detalhes e bem escrito. Parece um daqueles sonhos bem nítidos que quando acordamos, conseguimos lembrar de cada detalhe do sonho por vários e vários dias.

Werne escreveu :
Werne escreveu:Esses dois foram tão curtos que vou colocá-los juntos:

Sonho dia 13/07/2016, 4º dia do diário - O Carro
Novamente após acordar de madrugada:

Sonhei estar sentada no banco do passageiro do carro de minha mãe. Porém, o volante e os pedais estavam do meu lado, e achando isso estranho, fiz um reality check e deu certo. Nesse momento tentei sair do carro, mas a maçaneta da porta não funcionava, e nada que eu fizesse a abria. Decidi atravessar a porta, o que deu certo e logo eu estava de pé em uma rua chuvosa no meio da cidade. Esfreguei as mãos para estabilizar o sonho, mas dei de cara com um sujeito de terno, cabelo castanho e olhos azuis que parecia ter visto eu sair do carro sem abrir a porta, e de alguma forma isso me fez acordar.
É muito frustante quando o sonho lúcido acaba logo no início. Já perdi muitos sonhos lúcidos assim.

Werne escreveu:
Sonho dia 19/07/2016, 10º dia do diário - Instável
Esse aconteceu no meio da noite:
Começou como um sonho não lúcido que eu tenho pouca lembrança. Após olhar para a janela e ver uma enorme lua que parecia ser feita de papel no céu, fiz um reality check e ganhei lucidez. Porém o sonho já estava se desfazendo, e todas as tentativas de mantê-lo só fizeram ele se desfazer mais devagar. Talvez se eu tivesse tentado alguma coisa mais radical eu teria o mantido, mas tinha a impressão de estar presa ao meu corpo físico (movimentos pesados) e tinha medo de acabar me acordando sem querer. Acordei de qualquer forma.
Sentir o corpo pesado é um dos piores obstáculos que ainda enfrento em alguns dos meus sonhos lúcidos. Mas, descobri que dá pra sair dessa situação no sonho, apenas desviando a atenção. Ao invés de eu dar atenção pro meu corpo no sonho, eu simplesmente foco a minha atenção num determinado lugar do cenário no sonho, onde quero chegar e penso que já estou chegando lá, e dá certo. certo


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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Jul 26, 2016 11:03 am
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Ramon escreveu:Oi, Werne, você escreve muito bem. Relato muito rico em detalhes e bem escrito. Parece um daqueles sonhos bem nítidos que quando acordamos, conseguimos lembrar de cada detalhe do sonho por vários e vários dias.
Oi Ramon, obrigada ^^ Eu costumo me lembrar muito bem de cenários e objetos, mas não muito de pessoas. Mas sim, costumo lembrar de sonhos lúcidos por vários dia feliz

Ramon escreveu:É muito frustante quando o sonho lúcido acaba logo no início. Já perdi muitos sonhos lúcidos assim.

Ah, sim. Acho que é mais comum perder assim do que não xD

Ramon escreveu:Sentir o corpo pesado é um dos piores obstáculos que ainda enfrento em alguns dos meus sonhos lúcidos. Mas, descobri que dá pra sair dessa situação no sonho, apenas desviando a atenção. Ao invés de eu dar atenção pro meu corpo no sonho, eu simplesmente foco a minha atenção num determinado lugar do cenário no sonho, onde quero chegar e penso que já estou chegando lá, e dá certo.

Vou tentar me lembrar de tentar da próxima vez que isso acontecer feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Jul 27, 2016 1:09 am
Quando eu comecei a fazer o meu diário dos sonhos, decidi fazer um experimento: Eu quero reviver um sonho lúcido que eu tive na infância, o primeiro que me lembro, e que até hoje mexe com a minha imaginação. Ele é bastante complexo, então é bem provável que ira ser complicado tê-lo novamente ou similar, mas não custa tentar. :p
Muitos dos relatos a seguir são sonhos em que eu pelo menos tento chegar no bendito sonho então acho importante o relato deste primeiro.
A cidade de brinquedo - por volta dos 9 anos de idade
Lembro-me de estar descendo uma escadaria, em meio a uma cidade em uma iluminação alaranjada, como se fosse o pôr ou o nascer do sol. O lugar era quase completamente estranho a mim, exceto que eu achava o caminho das ruas parecido com o plano da minha escola na época. Por volta desse momento fiquei lúcida e observei ao redor. Era uma cidade de estilo medieval ENORME, cheia de torres e casas de muitos andares, todas amontoadas ao lado das ruas de ladrilhos. Olhei o céu, e percebi que ele era de tecido laranja remendado das outras cores do crepúsculo, e se estendia sobre a cidade como uma tenda de picadeiro, mantida em pé pela torre mais alta do castelo que ficava no centro da cidade. Olhei as casas, e percebi que havia algo estranho com elas, e que em muito pareciam bloquinhos de montar.

Tipo esses.
As ruas ziguezagueavam e não tinham muita organização. Eu me sentia perdida e com medo de estar ali sozinha (e por incrível que pareça, não estava com toda a certeza de estar em um sonho) sem sequer saber como cheguei ali. Ouvi uma música triste ressoando pelas ruas, e seguindo ela encontrei um grande grupo de pessoas. Elas seguiam a passo lento, e todas pelo mesmo caminho, seguiam uma enorme carruagem negra e me perguntei se não se tratava de uma procissão fúnebre. As roupas que eram estranhas. Procurei muito achar roupas parecidas em alguma história que eu tivesse lido ou ouvido naquela época, mas achei só coisas parecidas em bobos da corte, algumas gravuras medievais (que tinha nos meus livros didáticos e eu nunca mais vi), e o carnaval veneziano:

Todos eles usavam máscaras ou algo do tipo para esconder o rosto. Me aproximei de uma mulher que usava um vestido xadrez preto e verde esmeralda, e segurei no braço dela, tentando chamar a sua atenção, mas logo larguei, pois ele era macio como se fosse o de uma boneca de pano. Ela não pareceu perceber, então me afastei. Vi que a procissão ia passar por um arco ou um portão altíssimo em um dos cantos da cidade, através era possível ver uma floresta densa sob a chuva, e o céu estava escuro como um anoitecer nublado. Eu corri retornando o meu caminho, não queria ir junto com eles seja lá para onde eles estavam indo. Acabei me deparando com um homem de roupas preta e douradas que estava um pouco atrás do resto. Eu jurava que conhecia ele, e quando ele me ofereceu para ir com ele à sua residencia tomar chá eu fui. Chegando a ela por um caminho estranho entre ruelas, vi que ela era uma pequena lojinha de brinquedos de madeira, de vitrine encardida. Dentro era apenas um cômodo escuro sem janelas além da vitrine, e algumas estantes de livros abarrotadas separavam a área de convívio da loja. Esta área era só algumas poltronas e sofás ao redor de uma mesinha em frente a uma lareira com uma chaleira sobre o fogo. Sentei em uma das poltronas e  me vi em um espelho no canto da sala, percebendo que eu também usava máscara e roupas estranhas. Por curiosidade, tirei uma das luvas e vi que a minha mão embaixo também parecia ser feita de tecido costurado, com alguns dedos a mais. O sonho acabou antes do chá ficar pronto. ):  
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qua Jul 27, 2016 2:07 pm
Seja bem-vinda ao fórum, Werne!
Seus relatos são fantásticos. Seu primeiro sonho lúcido me pareceu inspirado em livros de contos infantis (menos a parte do marcha fúnebre). Você lia muitos contos quando era criança?
Bom, estou curiosa para ler os próximos relatos do seu experimento.
Até o próximo.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qui Jul 28, 2016 12:02 am
Königin escreveu:
Seja bem-vinda ao fórum, Werne!
Seus relatos são fantásticos. Seu primeiro sonho lúcido me pareceu inspirado em livros de contos infantis (menos a parte do marcha fúnebre). Você lia muitos contos quando era criança?
Bom, estou curiosa para ler os próximos relatos do seu experimento.
Até o próximo.

Obrigada Königin! Já li alguns de seus relatos e também gostei muito deles! feliz
Eu lia bastante quando criança, vivia na biblioteca da escola, mas não lembro de ter lido qualquer livro com tema ou estilo de ilustração parecido o_O Eu também gostava muito de bloquinhos de montar kkkkk
Até a próxima Königin feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qui Jul 28, 2016 8:12 pm
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Esses dois sonhos que vou relatar foram tentativas de chegar ao meu primeiro sonho lúcido.
Recapitulando ele:

Spoiler:
Werne escreveu:A cidade de brinquedo - por volta dos 9 anos de idade
Lembro-me de estar descendo uma escadaria, em meio a uma cidade em uma iluminação alaranjada, como se fosse o pôr ou o nascer do sol. O lugar era quase completamente estranho a mim, exceto que eu achava o caminho das ruas parecido com o plano da minha escola na época. Por volta desse momento fiquei lúcida e observei ao redor. Era uma cidade de estilo medieval ENORME, cheia de torres e casas de muitos andares, todas amontoadas ao lado das ruas de ladrilhos. Olhei o céu, e percebi que ele era de tecido laranja remendado das outras cores do crepúsculo, e se estendia sobre a cidade como uma tenda de picadeiro, mantida em pé pela torre mais alta do castelo que ficava no centro da cidade. Olhei as casas, e percebi que havia algo estranho com elas, e que em muito pareciam bloquinhos de montar.

Tipo esses.
As ruas ziguezagueavam e não tinham muita organização. Eu me sentia perdida e com medo de estar ali sozinha (e por incrível que pareça, não estava com toda a certeza de estar em um sonho) sem sequer saber como cheguei ali. Ouvi uma música triste ressoando pelas ruas, e seguindo ela encontrei um grande grupo de pessoas. Elas seguiam a passo lento, e todas pelo mesmo caminho, seguiam uma enorme carruagem negra e me perguntei se não se tratava de uma procissão fúnebre. As roupas que eram estranhas. Procurei muito achar roupas parecidas em alguma história que eu tivesse lido ou ouvido naquela época, mas achei só coisas parecidas em bobos da corte, algumas gravuras medievais (que tinha nos meus livros didáticos e eu nunca mais vi), e o carnaval veneziano:

Todos eles usavam máscaras ou algo do tipo para esconder o rosto. Me aproximei de uma mulher que usava um vestido xadrez preto e verde esmeralda, e segurei no braço dela, tentando chamar a sua atenção, mas logo larguei, pois ele era macio como se fosse o de uma boneca de pano. Ela não pareceu perceber, então me afastei. Vi que a procissão ia passar por um arco ou um portão altíssimo em um dos cantos da cidade, através era possível ver uma floresta densa sob a chuva, e o céu estava escuro como um anoitecer nublado. Eu corri retornando o meu caminho, não queria ir junto com eles seja lá para onde eles estavam indo. Acabei me deparando com um homem de roupas preta e douradas que estava um pouco atrás do resto. Eu jurava que conhecia ele, e quando ele me ofereceu para ir com ele à sua residencia tomar chá eu fui. Chegando a ela por um caminho estranho entre ruelas, vi que ela era uma pequena lojinha de brinquedos de madeira, de vitrine encardida. Dentro era apenas um cômodo escuro sem janelas além da vitrine, e algumas estantes de livros abarrotadas separavam a área de convívio da loja. Esta área era só algumas poltronas e sofás ao redor de uma mesinha em frente a uma lareira com uma chaleira sobre o fogo. Sentei em uma das poltronas e  me vi em um espelho no canto da sala, percebendo que eu também usava máscara e roupas estranhas. Por curiosidade, tirei uma das luvas e vi que a minha mão embaixo também parecia ser feita de tecido costurado, com alguns dedos a mais. O sonho acabou antes do chá ficar pronto. ):  

Sonhos do dia 20/07/2016 - 11º dia do diário
Primeira tentativa
Ocorreu após um despertar repentino no meio da madrugada:
Entrei no sonho já lúcida, sentada na cama de meu quarto atual e a luz do abajur estava acesa. Fiz um reality check apenas para conferir, já que o quarto parecia estar perfeito. Alguns dedos de minha mão não estavam ali, então eu sabia que estava sonhando. Tentei me teletransportar automaticamente para a loja de brinquedos do fim de meu outro sonho, mas eu só desestabilizei tudo e acordei xD
Fiquei quieta na cama e consegui dormir novamente:

Corredores

Não entrei lúcida no sonho, lembro de estar assistindo TV e ver a chamada de um Globo Reporter que seria sobre um lugar onde comem carne de gatos. Eu não queria ver isso, então eu desliguei a TV. Foi aí que eu percebi que estava no quarto dos meus pais no apartamento da minha infância. Fiz um reality check e fiquei lúcida. Fiquei de pé no quarto, me olhei no espelho da porta do banheiro e me vi normal, usando um pijama branco leve. O quarto estava apenas com a luz do abajur acesa, e podia ouvir alguém no banheiro. Parecia ser de noite ali. Fui para a porta que dava para o corredor, a mantive fechada e desejei que do outro lado estivesse a loja de brinquedos. Não funcionou, a porta deu para o corredor do apartamento iluminado pela luz do sol. Decidi ir tentar a mesma coisa com a porta da frente do apartamento. Chegando nela eu segurei o trinco e percebi algumas marcas estranhas na minha mão. Elas meio que correspondiam com as costuras que eu tinha visto nela no sonho antigo. Pensei que talvez isso marcasse que eu estava no caminho certo, e tentei usar a porta como transporte. Novamente deu errado, e eu parei em frente das escadas do prédio. Por um momento eu vi um vulto masculino descendo as escadas que se parecia um pouco com o porteiro do meu prédio atual. Eu pensei um pouco, e raciocinei que o sonho não queria me levar direto lá, mas talvez ele pudesse me levar a algum lugar próximo dali e eu andaria o resto do caminho. Fui à beira da escada e ordenei ela me levar ao lugar mais próximo possível do meu destino final. Neste momento a escada tornou-se um abismo escuro. Fechei os olhos e pulei. Quando os abri novamente estava em um corredor parecido com os da minha antiga escola. Havia alguns professores e alunos andando por eles. Quando eu virei a esquina de um dos corredores, percebi que a cada cuva eles ficavam escuros e menos populosos. Como a sala que eu queria chegar era escura, achei que estava no caminho certo. Corri pelos corredores até chegar em um último que era um breu total, e desejei que uma sala ao fim dele tivesse luz para que eu pudesse enxergar alguma coisa. Funcionou, e o fim do corredor iluminou o resto um pouco. Estava vazio. Eu esfreguei as mãos, mas o sonho estava bastante estável. Quando cheguei ou fim do corredor vi que havia uma grande escrivaninha no meio do caminho, e tentei pular ela. Escorreguei e tive que me segurar nela para não cair. Ia tentar pular por cima dela novamente, mas vi que ela estava cheia de cacarecos pontiagudos no topo, então dei a volta nela (parecia uma mesa de diretor com canetas, abridor de cartas, estatuetas, etc). Me deparei com um espelho à direita da escrivaninha. Eu estava usando um casaco preto, mas o que mais chamava atenção era que as marcas que eu tinha percebido nas minhas mão antes agora também estavam no meu rosto. Meu olho esquerdo era só um buraco escuro, mas conseguia ver bem dele. Desejei encontrar a máscara que eu usava no sonho procurado na sala iluminada. Quando eu entrei nela vi que era uma sala de aula de artes, e em uma mesa havia uma pilha de máscaras prontas, e em outra um professor fazia mais delas com alguns alunos. Uma menininha chorou quando me viu. De relance vi na parede uma pintura da loja de brinquedos. Procurei um pouco na pilha de máscaras prontas e achei a minha. Desejei que quando a colocasse eu já estaria com o resto das roupas... Mas aí a vida real interviu. O meu nariz tinha trancado no mundo real, o que acabou me acordando e eu não consegui dormir mais.

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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Jul 29, 2016 5:51 pm
Werne:
Esses dois sonhos que vou relatar foram tentativas de chegar ao meu primeiro sonho lúcido.
Recapitulando ele:

Spoiler:

Werne escreveu:A cidade de brinquedo - por volta dos 9 anos de idade
Lembro-me de estar descendo uma escadaria, em meio a uma cidade em uma iluminação alaranjada, como se fosse o pôr ou o nascer do sol. O lugar era quase completamente estranho a mim, exceto que eu achava o caminho das ruas parecido com o plano da minha escola na época. Por volta desse momento fiquei lúcida e observei ao redor. Era uma cidade de estilo medieval ENORME, cheia de torres e casas de muitos andares, todas amontoadas ao lado das ruas de ladrilhos. Olhei o céu, e percebi que ele era de tecido laranja remendado das outras cores do crepúsculo, e se estendia sobre a cidade como uma tenda de picadeiro, mantida em pé pela torre mais alta do castelo que ficava no centro da cidade. Olhei as casas, e percebi que havia algo estranho com elas, e que em muito pareciam bloquinhos de montar.

Tipo esses.
As ruas ziguezagueavam e não tinham muita organização. Eu me sentia perdida e com medo de estar ali sozinha (e por incrível que pareça, não estava com toda a certeza de estar em um sonho) sem sequer saber como cheguei ali. Ouvi uma música triste ressoando pelas ruas, e seguindo ela encontrei um grande grupo de pessoas. Elas seguiam a passo lento, e todas pelo mesmo caminho, seguiam uma enorme carruagem negra e me perguntei se não se tratava de uma procissão fúnebre. As roupas que eram estranhas. Procurei muito achar roupas parecidas em alguma história que eu tivesse lido ou ouvido naquela época, mas achei só coisas parecidas em bobos da corte, algumas gravuras medievais (que tinha nos meus livros didáticos e eu nunca mais vi), e o carnaval veneziano:

Todos eles usavam máscaras ou algo do tipo para esconder o rosto. Me aproximei de uma mulher que usava um vestido xadrez preto e verde esmeralda, e segurei no braço dela, tentando chamar a sua atenção, mas logo larguei, pois ele era macio como se fosse o de uma boneca de pano. Ela não pareceu perceber, então me afastei. Vi que a procissão ia passar por um arco ou um portão altíssimo em um dos cantos da cidade, através era possível ver uma floresta densa sob a chuva, e o céu estava escuro como um anoitecer nublado. Eu corri retornando o meu caminho, não queria ir junto com eles seja lá para onde eles estavam indo. Acabei me deparando com um homem de roupas preta e douradas que estava um pouco atrás do resto. Eu jurava que conhecia ele, e quando ele me ofereceu para ir com ele à sua residencia tomar chá eu fui. Chegando a ela por um caminho estranho entre ruelas, vi que ela era uma pequena lojinha de brinquedos de madeira, de vitrine encardida. Dentro era apenas um cômodo escuro sem janelas além da vitrine, e algumas estantes de livros abarrotadas separavam a área de convívio da loja. Esta área era só algumas poltronas e sofás ao redor de uma mesinha em frente a uma lareira com uma chaleira sobre o fogo. Sentei em uma das poltronas e  me vi em um espelho no canto da sala, percebendo que eu também usava máscara e roupas estranhas. Por curiosidade, tirei uma das luvas e vi que a minha mão embaixo também parecia ser feita de tecido costurado, com alguns dedos a mais. O sonho acabou antes do chá ficar pronto. ):  

Sonhos do dia 20/07/2016 - 11º dia do diário
Primeira tentativa
Ocorreu após um despertar repentino no meio da madrugada:
Entrei no sonho já lúcida, sentada na cama de meu quarto atual e a luz do abajur estava acesa. Fiz um reality check apenas para conferir, já que o quarto parecia estar perfeito. Alguns dedos de minha mão não estavam ali, então eu sabia que estava sonhando. Tentei me teletransportar automaticamente para a loja de brinquedos do fim de meu outro sonho, mas eu só desestabilizei tudo e acordei xD
Fiquei quieta na cama e consegui dormir novamente:

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Não entrei lúcida no sonho, lembro de estar assistindo TV e ver a chamada de um Globo Reporter que seria sobre um lugar onde comem carne de gatos. Eu não queria ver isso, então eu desliguei a TV. Foi aí que eu percebi que estava no quarto dos meus pais no apartamento da minha infância. Fiz um reality check e fiquei lúcida. Fiquei de pé no quarto, me olhei no espelho da porta do banheiro e me vi normal, usando um pijama branco leve. O quarto estava apenas com a luz do abajur acesa, e podia ouvir alguém no banheiro. Parecia ser de noite ali. Fui para a porta que dava para o corredor, a mantive fechada e desejei que do outro lado estivesse a loja de brinquedos. Não funcionou, a porta deu para o corredor do apartamento iluminado pela luz do sol. Decidi ir tentar a mesma coisa com a porta da frente do apartamento. Chegando nela eu segurei o trinco e percebi algumas marcas estranhas na minha mão. Elas meio que correspondiam com as costuras que eu tinha visto nela no sonho antigo. Pensei que talvez isso marcasse que eu estava no caminho certo, e tentei usar a porta como transporte. Novamente deu errado, e eu parei em frente das escadas do prédio. Por um momento eu vi um vulto masculino descendo as escadas que se parecia um pouco com o porteiro do meu prédio atual. Eu pensei um pouco, e raciocinei que o sonho não queria me levar direto lá, mas talvez ele pudesse me levar a algum lugar próximo dali e eu andaria o resto do caminho. Fui à beira da escada e ordenei ela me levar ao lugar mais próximo possível do meu destino final. Neste momento a escada tornou-se um abismo escuro. Fechei os olhos e pulei. Quando os abri novamente estava em um corredor parecido com os da minha antiga escola. Havia alguns professores e alunos andando por eles. Quando eu virei a esquina de um dos corredores, percebi que a cada cuva eles ficavam escuros e menos populosos. Como a sala que eu queria chegar era escura, achei que estava no caminho certo. Corri pelos corredores até chegar em um último que era um breu total, e desejei que uma sala ao fim dele tivesse luz para que eu pudesse enxergar alguma coisa. Funcionou, e o fim do corredor iluminou o resto um pouco. Estava vazio. Eu esfreguei as mãos, mas o sonho estava bastante estável. Quando cheguei ou fim do corredor vi que havia uma grande escrivaninha no meio do caminho, e tentei pular ela. Escorreguei e tive que me segurar nela para não cair. Ia tentar pular por cima dela novamente, mas vi que ela estava cheia de cacarecos pontiagudos no topo, então dei a volta nela (parecia uma mesa de diretor com canetas, abridor de cartas, estatuetas, etc). Me deparei com um espelho à direita da escrivaninha. Eu estava usando um casaco preto, mas o que mais chamava atenção era que as marcas que eu tinha percebido nas minhas mão antes agora também estavam no meu rosto. Meu olho esquerdo era só um buraco escuro, mas conseguia ver bem dele. Desejei encontrar a máscara que eu usava no sonho procurado na sala iluminada. Quando eu entrei nela vi que era uma sala de aula de artes, e em uma mesa havia uma pilha de máscaras prontas, e em outra um professor fazia mais delas com alguns alunos. Uma menininha chorou quando me viu. De relance vi na parede uma pintura da loja de brinquedos. Procurei um pouco na pilha de máscaras prontas e achei a minha. Desejei que quando a colocasse eu já estaria com o resto das roupas... Mas aí a vida real interviu. O meu nariz tinha trancado no mundo real, o que acabou me acordando e eu não consegui dormir mais.


Olá Werne, gostei muito de ler os seus relatos, deve ter sido muito bom conseguir ver a pintura do seu primeiro sonho e rever a máscara que você usava. Também tenho essa vontade de reviver o meu primeiro sonho lúcido e nunca deu certo, mas no seu caso acho que vai acabar conseguindo em breve. Espero seus próximos relatos feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sab Jul 30, 2016 10:54 pm
Érika escreveu:
Olá Werne, gostei muito de ler os seus relatos, deve ter sido muito bom conseguir ver a pintura do seu primeiro sonho e rever a máscara que você usava. Também tenho essa vontade de reviver o meu primeiro sonho lúcido e nunca deu certo, mas no seu caso acho que vai acabar conseguindo em breve. Espero seus próximos relatos feliz

Oi Érika, obrigada, tento traduzir minhas experiências o melhor que posso feliz Sim, foi muito incrível, honestamente eu não esperava conseguir nem chegar perto disso xD

Eu tenho usado Tholey, e como eu não tenho uma experiência recorrente m meus sonhos que possa ser vivida na vida real, tento focar nas memórias desse sonho, tentando mantê-las o mais nítidas que eu posso.

Até breve Érika!!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Seg Ago 01, 2016 11:00 am
Yo Werne, é meio que atrasado, mas bem vinda ao fórum xD

Olha seus relatos são muito bons, ricos em detalhes, isso dá uma imersão muito boa ao leitor. Curti bastante o sonho sobre o Museu, fiquei imaginando o que mais você poderia encontrar nele. Que outros tipos de animais deveriam viver lá? É legal como esses lugares especialmente nos sonhos são ricos em conteúdos.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Qui Ago 11, 2016 12:26 am
Pyros escreveu:Yo Werne, é meio que atrasado, mas bem vinda ao fórum xD

Olha seus relatos são muito bons, ricos em detalhes, isso dá uma imersão muito boa ao leitor. Curti bastante o sonho sobre o Museu, fiquei imaginando o que mais você poderia encontrar nele. Que outros tipos de animais deveriam viver lá? É legal como esses lugares especialmente nos sonhos são ricos em conteúdos.

Oi Pyros! Prazer em conhecer feliz

Obrigada, eu procuro sempre dar uma boa imersão. Afinal, sonhos são imersões!
Tive outros sonhos parecidos com o do museu, mas a maioria das criaturas que encontrei nestas outras situações eram bastante inspiradas por livros que tenho lido, com umas breves exceções que desenho quando posso muito feliz

Amanhã recomeço a escrever relatos! Até!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Ago 12, 2016 1:40 am
Sonhos do dia 24/07/2016 - 15º dia do diário
Ambos os sonhos aconteceram no meio da noite:
Repetição
Este sonho foi parecido com o do 11º dia, começando no apartamento de minha infância, só que no meu quarto ao invés do de meus pais. Já estava lúcida quando começou, e parecia ser umas seis da tarde, com o sol se pondo. Fui até a porta da frente do apartamento, parando brevemente na cozinha para ver que ela estava cheia de espelhos. Consegui ver bem o meu reflexo neles, tinha nada de especial e não consegui interagir com o reflexo. Chegando na porta de entrada, eu desejei que a loja de brinquedos do meu antigo sonho estivesse do outro lado, infelizmente sem resultados de novo. Repeti o que tinha dado certo no dia 11, fui até a escada e pedi para que ela me levasse o mais próximo o possível, ela agiu da mesma forma (se transformando num abismo) e eu pulei... Exceto que desta vez não funcionou e eu dei de cara no chão no fim da escada. Não doeu, eu subi a escadaria e tentei novamente, mas desta vez o sonho acabou.

Sob Reforma
Começou não lúcido e logo após o primeiro, com eu acordando em um quarto desconhecido. Estava muito confusa sobre a minha localização, e não lembrava de ter ido dormir ali. Na janela batia uma chuva tão intensa que parecia um ciclo de uma máquina de lavar. Por precaução eu fiz um reality check e funcionou. O engraçado é que as mãos estavam mais ou menos bem formadas, mas o reflexo dos pingos da chuva na janela as deixava elas invisíveis em alguns pontos. O quarto era antigo, com o assoalho de ripas de madeira assim como o teto e só uma janela e uma porta. Tirando a cama, todos os móveis ali estavam com panos brancos por cima para não juntarem pó, e quase tudo estava encostado em um canto sob a janela. Saindo pela porta, passei por um corredor estreito e escuro que dava em uma sala muito parecida com o quarto. Quando cheguei ali a chuva havia diminuído, e pela janela da sala eu podia ver a rua do lado de fora. Como não havia o que fazer ali dentro, eu corri em direção a janela e a atravessei. Estava agora em pé numa rua de ladrilhos, no que parecia ser uma cidade pequena, com uma chuva leve caindo sobre mim. Subindo e descendo a rua havia todos os tipo de casas antigas, como uma vila do período barroco, e em minha frente havia uma enorme construção, atrás de árvores antiguíssimas e um grande portão de ferro. Atravessei o portão da mesma forma que a janela, e depois de passar pelas árvores, me deparei com a fachada de um solar barroco quase do tamanho de um castelo. Ela tinha cor de tijolo com detalhes em branco e telhado negro. Devia ter uns quatro andares, além do subsolo que dava para perceber por umas janelinhas estreitas rentes ao chão. Uma torre em cada lado emoldurava a longa fachada retangular e suas múltiplas janelas. No térreo da fachada haviam três grandes portas que podiam se abrir para salões, mas estavam todas fechadas. Andei um pouco para ver as laterais da estrutura e vi que eram iguais a frente. Entre as duas torres da frente e um pouco antes das entradas dos salões, havia uma pequena casinha que me deu a impressão de ser uma loja. Entrei pela porta de vidro que estava aberta e a encontrei quase vazia, salvo por uma mesa de exposição, com uma planta murcha, uma caldeira antiga um balcão com um computador desligado e algumas correspondências. Olhando as correspondências, vi que a maioria delas era de uma senhora entrando em contato com uma empresa de tecnologia com dúvidas sobre o computador novo da loja. Ela sequer sabia ligá-lo. Porém, entre as cartas havia um papel com o desenho em lápis de um relógio de parede antigo, algo como este aqui:

E uma legenda escrita abaixo dele: "isto é tudo que você tem". Não entendi, mas guardei o desenho. Nesta hora, a senhora dona da loja apareceu atrás de mim. Ela já passava dos sessenta anos, usava óculos e tinha o cabelo curto e castanho. Era baixa, gordinha e usava uma camiseta amarela. Ela sorriu para mim, e não parecia aborrecida por eu ter mexido na correspondência dela. Ela me disse que estava apressando os preparativos para abrir a loja, que seria uma floricultura. Ela teve problemas com o sistema, mas um homem que vivia no casarão havia ajudado ela, e agora era só esperar a mercadoria chegar. Eu queria explorar o casarão, então dei adeus a ela e parti. As torres também tinham portas no andar térreo, então eu corri e atravessei uma delas. Lá dentro estava uma bagunça. O espaço ainda estava sendo construído, e escadas de metal provisórias levavam para os andares de cima. No térreo, um rapaz atrás de um balcão tentava organizar um grupo de pessoas que parecia estar ali para uma entrevista de emprego. Alguns estavam sentados em cadeiras do tipo de sala de espera, e outras estavam de pé conversando. Duas meninas que estavam de pé falavam muito alto e tinha voz irritante. Passando pelo rapaz, ele me perguntou se eu estava ali para a entrevista, eu disse que estava ali inspecionando, o que deixou ele assustado. Haviam obras sendo feitas em um canto abaixo da escada, com um trabalhador cortando barras de ferro com uma serra circular. Eu subi as escadas, e me deparei com um ambiente lotado de mobília que seria distribuída pelo casarão depois da reforma. As meninas irritantes me seguiram até ali por alguma razão. Uma coisa que me chocou muito foi quando dei de cara com um relógio igual ao do desenho. Peguei o desenho de dentro do meu bolso e o olhei novamente. Eram mesmo igual, exceto que o "real" apontava um minuto antes do do desenho. Sentindo que o sonho iria acabar em um minuto, corri mais um lance de escadas acima e desejei que ali estivessem guardados todos os espelhos do solar. Foi difícil subir, porque a escada comum no meio se tornava uma escada em caracol, mas quando cheguei no andar, ele estava cheio de espelhos. As meninas continuaram a me seguir, e conversa delas fazia com que os espelhos ficassem distorcidos. Eu desejei que o rapaz lá embaixo chamasse elas, e foi isso que aconteceu. Quando elas saíram eu pude me ver no espelho, e estava com roupas escuras encharcadas pela chuva. Tentei deixar elas secas e meio que consegui, mas o resultado foi que agora eu estava toda vestida de jeans claro... E estava albina. Foi uma reação tão estranha que me fez rir, e o sonho acabou aí.

Eu lembro do solar de uma série de sonhos estranhos que tive a alguns anos atrás, e que me deixaram ainda mais interessada em sonhos lúcidos. Naquela vez, o casarão estava e ruínas, mas pedi para o seu habitante reformá-lo, porque não queria ver aquele lugar desaparecer. Tenho que passar esses sonhos aqui também.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Ago 12, 2016 8:48 am
Oi werne,gostei muito de seus relatos,cheios de detalhes,dá pra imaginar perfeitamente como foi o sonho
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sab Ago 13, 2016 9:09 pm
Andrelp escreveu:Oi werne,gostei muito de seus relatos,cheios de detalhes,dá pra imaginar perfeitamente como foi o sonho

Oi Andrelp, valeu!! Também gosto de ver a evolução de seus relatos feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Ago 16, 2016 9:13 pm
Werne:
Sonhos do dia 24/07/2016 - 15º dia do diário
Ambos os sonhos aconteceram no meio da noite:
Repetição
Este sonho foi parecido com o do 11º dia, começando no apartamento de minha infância, só que no meu quarto ao invés do de meus pais. Já estava lúcida quando começou, e parecia ser umas seis da tarde, com o sol se pondo. Fui até a porta da frente do apartamento, parando brevemente na cozinha para ver que ela estava cheia de espelhos. Consegui ver bem o meu reflexo neles, tinha nada de especial e não consegui interagir com o reflexo. Chegando na porta de entrada, eu desejei que a loja de brinquedos do meu antigo sonho estivesse do outro lado, infelizmente sem resultados de novo. Repeti o que tinha dado certo no dia 11, fui até a escada e pedi para que ela me levasse o mais próximo o possível, ela agiu da mesma forma (se transformando num abismo) e eu pulei... Exceto que desta vez não funcionou e eu dei de cara no chão no fim da escada. Não doeu, eu subi a escadaria e tentei novamente, mas desta vez o sonho acabou.

Sob Reforma
Começou não lúcido e logo após o primeiro, com eu acordando em um quarto desconhecido. Estava muito confusa sobre a minha localização, e não lembrava de ter ido dormir ali. Na janela batia uma chuva tão intensa que parecia um ciclo de uma máquina de lavar. Por precaução eu fiz um reality check e funcionou. O engraçado é que as mãos estavam mais ou menos bem formadas, mas o reflexo dos pingos da chuva na janela as deixava elas invisíveis em alguns pontos. O quarto era antigo, com o assoalho de ripas de madeira assim como o teto e só uma janela e uma porta.  Tirando a cama, todos os móveis ali estavam com panos brancos por cima para não juntarem pó, e quase tudo estava encostado em um canto sob a janela. Saindo pela porta, passei por um corredor estreito e escuro que dava em uma sala muito parecida com o quarto. Quando cheguei ali a chuva havia diminuído, e pela janela da sala eu podia ver a rua do lado de fora. Como não havia o que fazer ali dentro, eu corri em direção a janela e a atravessei.  Estava agora em pé numa rua de ladrilhos, no que parecia ser uma cidade pequena, com uma chuva leve caindo sobre mim. Subindo e descendo a rua havia todos os tipo de casas antigas, como uma vila do período barroco, e em minha frente havia uma enorme construção, atrás de árvores antiguíssimas e um grande portão de ferro. Atravessei o portão da mesma forma que a janela, e depois de passar pelas árvores, me deparei com a fachada de um solar barroco quase do tamanho de um castelo. Ela tinha cor de tijolo com detalhes em branco e telhado negro. Devia ter uns quatro andares, além do subsolo que dava para perceber por umas janelinhas estreitas rentes ao chão. Uma torre em cada lado emoldurava a longa fachada retangular e suas múltiplas janelas. No térreo da fachada haviam três grandes portas que podiam se abrir para salões, mas estavam todas fechadas. Andei um pouco para ver as laterais da estrutura e vi que eram iguais a frente. Entre as duas torres da frente e um pouco antes das entradas dos salões, havia uma pequena casinha que me deu a impressão de ser uma loja. Entrei pela porta de vidro que estava aberta e a encontrei quase vazia, salvo por uma mesa de exposição, com uma planta murcha, uma caldeira antiga um balcão com um computador desligado e algumas correspondências. Olhando as correspondências, vi que a maioria delas era de uma senhora entrando em contato com uma empresa de tecnologia com dúvidas sobre o computador novo da loja. Ela sequer sabia ligá-lo. Porém, entre as cartas havia um papel com o desenho em lápis de um relógio de parede antigo, algo como este aqui:

E uma legenda escrita abaixo dele: "isto é tudo que você tem". Não entendi, mas guardei o desenho. Nesta hora, a senhora dona da loja apareceu atrás de mim. Ela já passava dos sessenta anos, usava óculos e tinha o cabelo curto e castanho. Era baixa, gordinha e usava uma camiseta amarela. Ela sorriu para mim, e não parecia aborrecida por eu ter mexido na correspondência dela. Ela me disse que estava apressando os preparativos para abrir a loja, que seria uma floricultura. Ela teve problemas com o sistema, mas um homem que vivia no casarão havia ajudado ela, e agora era só esperar a mercadoria chegar. Eu queria explorar o casarão, então dei adeus a ela e parti. As torres também tinham portas no andar térreo, então eu corri e atravessei uma delas. Lá dentro estava uma bagunça. O espaço ainda estava sendo construído, e escadas de metal provisórias levavam para os andares de cima. No térreo, um rapaz atrás de um balcão tentava organizar um grupo de pessoas que parecia estar ali para uma entrevista de emprego. Alguns estavam sentados em cadeiras do tipo de sala de espera, e outras estavam de pé conversando. Duas meninas que estavam de pé falavam muito alto e tinha voz irritante. Passando pelo rapaz, ele me perguntou se eu estava ali para a entrevista, eu disse que estava ali inspecionando, o que deixou ele assustado. Haviam obras sendo feitas em um canto abaixo da escada, com um trabalhador cortando barras de ferro com uma serra circular. Eu subi as escadas, e me deparei com um ambiente lotado de mobília que seria distribuída pelo casarão depois da reforma. As meninas irritantes me seguiram até ali por alguma razão. Uma coisa que me chocou muito foi quando dei de cara com um relógio igual ao do desenho. Peguei o desenho de dentro do meu bolso e o olhei novamente. Eram mesmo igual, exceto que o "real" apontava um minuto antes do do desenho. Sentindo que o sonho iria acabar em um minuto, corri mais um lance de escadas acima e desejei que ali estivessem guardados todos os espelhos do solar. Foi difícil subir, porque a escada comum no meio se tornava uma escada em caracol, mas quando cheguei no andar, ele estava cheio de espelhos. As meninas continuaram a me seguir, e conversa delas fazia com que os espelhos ficassem distorcidos. Eu desejei que o rapaz lá embaixo chamasse elas, e foi isso que aconteceu. Quando elas saíram eu pude me ver no espelho, e estava com roupas escuras encharcadas pela chuva. Tentei deixar elas secas e meio que consegui, mas o resultado foi que agora eu estava toda vestida de jeans claro... E estava albina. Foi uma reação tão estranha que me fez rir, e o sonho acabou aí.

Eu lembro do solar de uma série de sonhos estranhos que tive a alguns anos atrás, e que me deixaram ainda mais interessada em sonhos lúcidos. Naquela vez, o casarão estava e ruínas, mas pedi para o seu habitante reformá-lo, porque não queria ver aquele lugar desaparecer. Tenho que passar esses sonhos aqui também.

Adorei o relato Werne! fiquei curiosa para ler estes sonhos que você já teve com o casarão.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Ago 23, 2016 10:14 pm
Legal esse relato no solar Werne, espero ler as outras histórias que você teve nele logo. Agora o mais estranho mesmo foi você ter ficado albina. Na primeira olhada não lhe assustou não?
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Ago 26, 2016 12:22 pm
Érika escreveu:
Werne:
Sonhos do dia 24/07/2016 - 15º dia do diário
Ambos os sonhos aconteceram no meio da noite:
Repetição
Este sonho foi parecido com o do 11º dia, começando no apartamento de minha infância, só que no meu quarto ao invés do de meus pais. Já estava lúcida quando começou, e parecia ser umas seis da tarde, com o sol se pondo. Fui até a porta da frente do apartamento, parando brevemente na cozinha para ver que ela estava cheia de espelhos. Consegui ver bem o meu reflexo neles, tinha nada de especial e não consegui interagir com o reflexo. Chegando na porta de entrada, eu desejei que a loja de brinquedos do meu antigo sonho estivesse do outro lado, infelizmente sem resultados de novo. Repeti o que tinha dado certo no dia 11, fui até a escada e pedi para que ela me levasse o mais próximo o possível, ela agiu da mesma forma (se transformando num abismo) e eu pulei... Exceto que desta vez não funcionou e eu dei de cara no chão no fim da escada. Não doeu, eu subi a escadaria e tentei novamente, mas desta vez o sonho acabou.

Sob Reforma
Começou não lúcido e logo após o primeiro, com eu acordando em um quarto desconhecido. Estava muito confusa sobre a minha localização, e não lembrava de ter ido dormir ali. Na janela batia uma chuva tão intensa que parecia um ciclo de uma máquina de lavar. Por precaução eu fiz um reality check e funcionou. O engraçado é que as mãos estavam mais ou menos bem formadas, mas o reflexo dos pingos da chuva na janela as deixava elas invisíveis em alguns pontos. O quarto era antigo, com o assoalho de ripas de madeira assim como o teto e só uma janela e uma porta.  Tirando a cama, todos os móveis ali estavam com panos brancos por cima para não juntarem pó, e quase tudo estava encostado em um canto sob a janela. Saindo pela porta, passei por um corredor estreito e escuro que dava em uma sala muito parecida com o quarto. Quando cheguei ali a chuva havia diminuído, e pela janela da sala eu podia ver a rua do lado de fora. Como não havia o que fazer ali dentro, eu corri em direção a janela e a atravessei.  Estava agora em pé numa rua de ladrilhos, no que parecia ser uma cidade pequena, com uma chuva leve caindo sobre mim. Subindo e descendo a rua havia todos os tipo de casas antigas, como uma vila do período barroco, e em minha frente havia uma enorme construção, atrás de árvores antiguíssimas e um grande portão de ferro. Atravessei o portão da mesma forma que a janela, e depois de passar pelas árvores, me deparei com a fachada de um solar barroco quase do tamanho de um castelo. Ela tinha cor de tijolo com detalhes em branco e telhado negro. Devia ter uns quatro andares, além do subsolo que dava para perceber por umas janelinhas estreitas rentes ao chão. Uma torre em cada lado emoldurava a longa fachada retangular e suas múltiplas janelas. No térreo da fachada haviam três grandes portas que podiam se abrir para salões, mas estavam todas fechadas. Andei um pouco para ver as laterais da estrutura e vi que eram iguais a frente. Entre as duas torres da frente e um pouco antes das entradas dos salões, havia uma pequena casinha que me deu a impressão de ser uma loja. Entrei pela porta de vidro que estava aberta e a encontrei quase vazia, salvo por uma mesa de exposição, com uma planta murcha, uma caldeira antiga um balcão com um computador desligado e algumas correspondências. Olhando as correspondências, vi que a maioria delas era de uma senhora entrando em contato com uma empresa de tecnologia com dúvidas sobre o computador novo da loja. Ela sequer sabia ligá-lo. Porém, entre as cartas havia um papel com o desenho em lápis de um relógio de parede antigo, algo como este aqui:

E uma legenda escrita abaixo dele: "isto é tudo que você tem". Não entendi, mas guardei o desenho. Nesta hora, a senhora dona da loja apareceu atrás de mim. Ela já passava dos sessenta anos, usava óculos e tinha o cabelo curto e castanho. Era baixa, gordinha e usava uma camiseta amarela. Ela sorriu para mim, e não parecia aborrecida por eu ter mexido na correspondência dela. Ela me disse que estava apressando os preparativos para abrir a loja, que seria uma floricultura. Ela teve problemas com o sistema, mas um homem que vivia no casarão havia ajudado ela, e agora era só esperar a mercadoria chegar. Eu queria explorar o casarão, então dei adeus a ela e parti. As torres também tinham portas no andar térreo, então eu corri e atravessei uma delas. Lá dentro estava uma bagunça. O espaço ainda estava sendo construído, e escadas de metal provisórias levavam para os andares de cima. No térreo, um rapaz atrás de um balcão tentava organizar um grupo de pessoas que parecia estar ali para uma entrevista de emprego. Alguns estavam sentados em cadeiras do tipo de sala de espera, e outras estavam de pé conversando. Duas meninas que estavam de pé falavam muito alto e tinha voz irritante. Passando pelo rapaz, ele me perguntou se eu estava ali para a entrevista, eu disse que estava ali inspecionando, o que deixou ele assustado. Haviam obras sendo feitas em um canto abaixo da escada, com um trabalhador cortando barras de ferro com uma serra circular. Eu subi as escadas, e me deparei com um ambiente lotado de mobília que seria distribuída pelo casarão depois da reforma. As meninas irritantes me seguiram até ali por alguma razão. Uma coisa que me chocou muito foi quando dei de cara com um relógio igual ao do desenho. Peguei o desenho de dentro do meu bolso e o olhei novamente. Eram mesmo igual, exceto que o "real" apontava um minuto antes do do desenho. Sentindo que o sonho iria acabar em um minuto, corri mais um lance de escadas acima e desejei que ali estivessem guardados todos os espelhos do solar. Foi difícil subir, porque a escada comum no meio se tornava uma escada em caracol, mas quando cheguei no andar, ele estava cheio de espelhos. As meninas continuaram a me seguir, e conversa delas fazia com que os espelhos ficassem distorcidos. Eu desejei que o rapaz lá embaixo chamasse elas, e foi isso que aconteceu. Quando elas saíram eu pude me ver no espelho, e estava com roupas escuras encharcadas pela chuva. Tentei deixar elas secas e meio que consegui, mas o resultado foi que agora eu estava toda vestida de jeans claro... E estava albina. Foi uma reação tão estranha que me fez rir, e o sonho acabou aí.

Eu lembro do solar de uma série de sonhos estranhos que tive a alguns anos atrás, e que me deixaram ainda mais interessada em sonhos lúcidos. Naquela vez, o casarão estava e ruínas, mas pedi para o seu habitante reformá-lo, porque não queria ver aquele lugar desaparecer. Tenho que passar esses sonhos aqui também.

Adorei o relato Werne! fiquei curiosa para ler estes sonhos que você já teve com o casarão.

Oi Érika! Então, eu estou escrevendo todos os sonhos que tenho relacionados ao casarão, mas de forma beeem lenta, a faculdade apertou e não tive muito tempo para transcrever sonhos (ou sequer sonhar x_x) estes dias. Acho que semana que vem posto td aqui!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Ago 26, 2016 12:30 pm
Pyros escreveu:Legal esse relato no solar Werne, espero ler as outras histórias que você teve nele logo. Agora o mais estranho mesmo foi você ter ficado albina. Na primeira olhada não lhe assustou não?

Oi Pyros, estou organizando as histórias, não são muitas sobre o casarão, mas são várias relacionadas a ele.
Pois é, no primeiro momento foi MUITO estranho, o riso acho que foi uma forma de encarar o susto xD.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Sex Ago 26, 2016 3:30 pm
Oi, Werne. Seus relatos como sempre são maravilhosos. Também quero ler mais relatos envolvendo o misterioso casarão. Sobre os sonhos dos corredores, você conseguiu trazer alguns detalhes do seu sonho de infância. Fiquei pensando, não estaria seu subconsciente te mostrando fatos que te levaram a sonhar a cidade de brinquedos? Como por exemplo, algo que aconteceu com você na escola ou na casa dos seus pais?
Enfim, estou amando acompanhar seus relatos. brindar
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Dom Set 04, 2016 11:52 pm
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Königin escreveu:
Oi, Werne. Seus relatos como sempre são maravilhosos. Também quero ler mais relatos envolvendo o misterioso casarão. Sobre os sonhos dos corredores, você conseguiu trazer alguns detalhes do seu sonho de infância. Fiquei pensando, não estaria seu subconsciente te mostrando fatos que te levaram a sonhar a cidade de brinquedos? Como por exemplo, algo que aconteceu com você na escola ou na casa dos seus pais?
Enfim, estou amando acompanhar seus relatos. brindar

Oi Königin, obrigada novamente ^^ Pode ser que você esteja certa, vendo que eu novamente sonhei com o mesmo ambiente recentemente. Eu tenho que dar um update nisso aqui em breve, mas estive doente essa semana e a escrita dos relatos do casarão tem sido lenta x.x

Também adoro seus relatos, até o/
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

em Ter Set 06, 2016 11:23 am
Yo Werne, poxa, espero que já esteja passando bem viu? Seus relatos são sempre uma viagem divertida pelo subconsciente, daquelas que colocam a gente para pensar e se divertir ao mesmo tempo.

Agora o fórum tem vários novos membros (se bem que sou novinho também), então relatos novos é o que não falta para a gente ler xD.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de Werne

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