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Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 9:17 am
Olá, onironautas! Sejam bem-vindos ao meu diário de sonhos lúcidos.



christianus
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 9:52 am
Seja bem vindo ao Fórum Christianus brindar


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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 11:01 am
Reputação da mensagem: 100% (1 votos)
Olá. Peço desculpas pelo texto muito longo já na estréia, mas é que pretendo anotar os sonhos com o máximo de detalhes que puder, pra trabalhar minha memória e também a escrita. Talvez seja cansativo para alguns (ou muitos), e talvez até desinteressante. Se for contra as regras ou coisa assim, peço desculpas e que me orientem.

OBS.: Vou abreviar o nome de alguns personagens (reais) com a letra inicial do nome.
OBS. 2: Talvez faça alguma edição no texto, seja para melhoria do texto, seja para organizar melhor a ordem dos fatos, seja para incluir mais algum detalhe que possa vir à mente. Mas acho que neste sonho não vai ser o caso, já li o texto e dei uma revisada.

Segue:


08/01/2015 – acordei por volta das 8 da manhã

Foi um sonho muito longo, durou o dia inteiro. Eu estava em outra cidade, em Patos de Minas ou Araxá. Provavelmente Patos. Pessoas conhecidas que lá estavam: Danilo, Márcia, “Carol” (A.C.L.G.) e Carlos, embora este eu não visse muito. Encontraria depois o Butininha.

Havia uma galera lá, até então desconhecida, que era bem punk, mas todos muito gente boa, agradáveis, e até muito educados e atenciosos – situação bastante fora da realidade ou pelo menos atípica. Havia uma menina gente boa quem, mais tarde, fui saber que tinha um namorado; o casal fazia o estilo Ramones e o cara tinha o cabelo bem como o do Johnny ou o do Dee Dee. Ficamos todos na maior parte do tempo numa grande casa, a qual não sei de quem era. Na verdade, acho que a casa era também uma espécie de “espaço cultural” onde se gravava músicas e se divertiam, mas era tudo bem limpo e agradável. Havia uma ou duas piscinas.

Antes de irmos para esse espaço, ficamos na rua. Alguém me disse que a Carol lutava “luta de gladiadores”. Perguntaram se eu sabia disso e eu respondi que sim, porém nunca tinha visto. Tratava-se daquelas lutas de wrestling, tipo luta greco-romana. Pois eis que ela começou a lutar com um cara bem no meio da rua, o cara acho que era bem grande, e o único golpe do qual me lembro foi aquele em que se agarra a pessoa toda com as mãos e, lá no alto, depois a arremessa no chão. Ela foi parar na calçada e demorou um pouco pra levantar. Quando vi aquilo fiquei assustado, parecia violento e tudo acontecia bem ali no asfalto e concreto mesmo. Carol estava como sempre elegante, linda, num vestido preto longo – mais longo do que comumente usa –  e acho que também usava aquela sandália modelo “gladiador”, que na realidade não me lembro de tê-la vista usando. Todos se divertiam muito com aquilo, era simplesmente uma brincadeira, não havia mal algum e alguém me tranquilizou: “É assim mesmo, ela luta 'luta de gladiadores', é normal.” Entendi e fiquei numa boa, e pelo que me lembro a luta terminou logo, pouco tempo depois.

Já adentrando a tal casa, a primeira pessoa que vi por uma porta, que estava dentro de algum cômodo, era o Butininha com um violão.  Acho que o cumprimentei, mas não conversamos. Entramos, enfim, toda aquela galera na tal casa, onde havia muita diversão, tinha cachorros e gatos, talvez dois cachorros e dois gatos.  Os animais eram muito brincalhões, mas os gatos me causavam transtorno porque queriam sempre “brigar”, eram meio sem-noção; eu tinha que segurar um ou outro pelo pescoço (como normalmente se faz com gatos, sem machucá-los) de modo a não ser mordido nem unhado. Isso me incomodava, mas não muito.

Parece que num determinado momento brincávamos com uma bola, ou uma bolinha, e os cachorros também. Era em volta da piscina, apesar de que depois percebi que o local era coberto, mas disso eu não tenho certeza (talvez uma piscina estivesse em área descoberta e outra não). O fato é que eu admirava os cachorros, eram muito legais, rápidos e inteligentes, de porte médio ou grande. O que mais me chamou a atenção tinha a cor meio bege, amarelo claro, quase branco, de uma raça que agora não sei o nome. Ele era muito ágil, às vezes conseguia pegar a bolinha no ar em meio a nós todos, passando por cima da piscina e tudo, e coisas assim. Ficamos o dia todo daquele jeito, rindo, se divertindo, brincando de modo até bastante infantil.

No final do dia, já à noite, eu precisava ir embora. Fui me despedir das pessoas, elas já estavam bem dispersas – talvez cansadas; me pareceu um pouco de “desatenção” comigo, mas não liguei muito. Acho que eu estava com pressa, e não me despedi pessoalmente do Carlos. Pedi, no entanto, que lhe mandassem um abraço ou algo do tipo.

Desconfio que em certa altura acordei, não lembro exatamente quando, mas acho que dei uma acordada, que depois iria facilitar a minha percepção de que estava sonhando. Também não me lembro como fui embora, mas depois eu já estava na minha cidade natal. Só me lembro de minha avó e da tia D.. Acho que também vi o tio C. e interagimos, mas não me lembro do que houve.

Não sei como, nem o porquê, mas desconfiei que estava num sonho. Das coisas que sucederam, não tenho certeza da ordem seqüencial, mas creio ter sido a seguinte:

Já muito desconfiado de que era um sonho, percebi que eu estava na cozinha com a minha avó, com um caderninho nas mãos, que parecia ser um misto de um caderninho de receitas com uma agenda de nomes e telefones, mas era uma espécie de dicionário: havia “verbetes”, uma palavra e logo em seguida a definição. Lembrei do fato de que em se tratando de sonhos as palavras mudariam se eu as tentasse ler novamente (valeu, Waking Life!). Decidi arriscar o teste de realidade. Olhei pro caderninho, mas eu conseguia ler normalmente: as letras não ficavam mudando, mexendo, pulando, eram fixas. Então, pra tirar a prova, resolvi olhar pro lado e voltar a visão pro caderninho, marcando a página com um dos dedos com que eu o segurava. Para minha surpresa, de fato os “verbetes” que ali estavam já eram outros! Eram agora os da letra a, percebi uma palavra que começava com a letra a e me espantei. Era sonho mesmo! Creio que foi aí que fui lá pra fora da casa, fui pro meio da rua, em estado de euforia e susto, pois já há muitos anos não tinha um sonho lúcido e não esperava por um.

Já na rua, pensei em voar mas, pela primeira vez, não fiz a coisa tão bem como antigamente – quando eu saía correndo com confiança para dar grande salto às alturas e depois voar. Fiz bem mais ou menos, meio torto, tosco, sem confiança, quase que só pensando, mas funcionou e comecei a levitar. Meio torto, sem coordenação, mas subia. Quando começava a descer, apenas pensei: “Não, não, sobe mais!” e continuei subindo, sem muito controle da velocidade e da direção e com certo medo da altura. Durou pouquinho e desci. Não me lembro se fiz mais alguma coisa na rua.

De volta à casa da minha avó, ainda eufórico e meio assustado, queria aproveitar a oportunidade e fazer mais alguma coisa. Eu estava numa parte da casa próxima à garagem, num no corredor entre a cozinha e a copa. Lembrei que muitos onironautas têm aquele “costume” ou “tradição” de se perguntarem pelo seu “animal interior”. Fiquei com o pé atrás, porque não tenho crenças xamânicas, espíritas, “esotéricas”, etc.; nelas não me aventuro a praticar nada. Mesmo assim perguntei, receoso, mas com coragem, talvez até gaguejando um pouco e com voz fraca: “Quem é o meu animal...?” (a palavra “interior” não saiu.) Fiquei com medo de que pudesse vir ali da garagem algum bicho muito grande ou esquisito, talvez “sobrenatural”, talvez bravo. Mas perguntei de novo, ao mesmo tempo querendo e não querendo saber: “Quem é o meu animal?” Em poucos segundos ouvi um barulho, provavelmente de um elefante, como vindo lá do fundo, provavelmente da rua para a garagem. E eu ali no corredor, tenso. Não quis esperar pra ver o suposto elefante, fiquei com medo e fui correndo pra dentro de casa. O banheiro me pareceu um bom lugar, pensei que lá ficaria seguro.

Ora, não veio elefante algum mais! Não ouvi mais barulho de nada, talvez o meu medo tivesse cancelado a chegada do bicho. Mesmo assim, em pouco tempo, minha tia D. já vinha ao banheiro pra me dar algum recado. Pensei “Já sei, vou ligar o chuveiro e fingir que não escuto nada ou que não entendo, assim eu não tenho que prestar atenção e nem responder nada.” Eu é que não queria ter notícia de elefante nenhum! Mas o recado não era nada intimidante, nada sobre animal algum, bronca nenhuma. Se bem me lembro, o recado era: “Christianus, a fulana te ligou e disse pra você ir se hospedar na casa dela”, pude entender mesmo com o chuveiro ligado. Acho que não respondi nada, talvez tenha dito “Tá bom.” e assim terminou tudo. Depois disso não houve mais nada e acordei, meio arrepiado mas até bem tranquilo.

Fim.


-------------------
Notas:

1) Meu nome não é "christianus", mas é esse o que eu vou usar pra me identificar aqui no fórum e pra referir a mim mesmo na narração dos episódios.
2) É interessante notar que nunca sequer fui à cidade de Patos de Minas. Pelo menos não acordado, hehe...
3) Há muito não tinha a experiência de sonho lúcido, e nunca o tive antes de todo espontaneamente. Foi a primeira vez. Nestes últimos dias, final de 2014, eu havia meio que decidido a voltar a ter sonhos lúcidos; pensei em ler o livro do LaBerge, talvez comprá-lo, baixei o PDF mas não li nada. O fato é que não venho fazendo testes de realidade ao longo do dia, um ou outro dia fiz duas ou três vezes, por isso me surpreendeu muito ter um SL hoje. Nem fiz técnica alguma para induzir sonhos lúcidos. Acho que o que pode ter facilitado o ganho da lucidez, como já disse, é que num determinado momento eu devo ter acordado aqui; mas não me lembro se me mexi, se fui ao banheiro, etc. Como quer que seja, acabei ficando lúcido.


Última edição por christianus em Qui Jan 08, 2015 12:15 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Correções no português e melhorias no texto)
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 11:25 am
Não tem problemas que escrever sonhos tão grandes assim...

Finalmente consegui ler tudo leitura kkkkkkkk. Sonho legal christianus espero ler mais sonhos brindar certo


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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 12:00 pm
Sonho bacana, e com muitos detalhes, que bom que voltou a ter SL's depois de todos esse tempo. feliz


''Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 08, 2015 12:43 pm
Obrigado pelas mensagens, pessoal!

Pois é, esse de hoje foi bem grandinho mesmo, aproveitei que consegui acordar com ele bem memorizado e vim logo pro PC escrever. Fiquei feliz por ter tido um SL hoje.

Abraço.



christianus


Última edição por christianus em Sex Jan 09, 2015 3:26 am, editado 1 vez(es) (Razão : português)
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Sab Jan 10, 2015 11:46 pm
Oi Christianus,

Bom ler seu sonho de tentar a achar seu 'animal interior'. Eu também fiz isso num sonho lúcido - a tarefa exigiu muitas tentativas antes de algun sucesso! Entendi seu medo sobre o 'bicho' chegar feliz
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Dom Jan 11, 2015 2:35 am
Parabens pelo sonho lucido ... Eu só ja tive 3 sonhos lucidos desde agosto de 2013 e espero ancioso pelo proximo , concerteza vou querer aproveitar bastante.

!abraço!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Dom Jan 11, 2015 5:01 pm
Sonho Grande fera,belo tema,sonhos grandes são bons,quer dizer que treinou,ou tem sono pesado shusahusauh lingua


------------------------------------------------------------------------
Pelo menos em algum lugar nos podemos ser livres.Obrigado Sonhos Lúcidos. sono Thanks rei
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Sex Jan 23, 2015 11:21 am
Madrugada escreveu:Oi Christianus,

Bom ler seu sonho de tentar a achar seu 'animal interior'. Eu também fiz isso num sonho lúcido - a tarefa exigiu muitas tentativas antes de algun sucesso! Entendi seu medo sobre o 'bicho' chegar feliz

Olá, colega Madrugada. Pois é, na próxima ocasião em que eu ficar lúcido em algum sonho, se eu lembrar, vou tentar de novo. Quanto ao medo do bicho, fiquei meio assim: "Putz, vai que aparece alguma quimera, algum bicho muito cabuloso... vai que o bicho fica bravo comigo!", hehe. Possivelmente foi meu próprio medo que criou o elefante que viria, uma vez que fiquei na expectativa (medo) de ser algum animal muito grande. Abraço.


Adegilno Abanur escreveu:Parabens pelo sonho lucido ... Eu só ja tive 3 sonhos lucidos desde agosto de 2013 e espero ancioso pelo proximo , concerteza vou querer aproveitar bastante.

!abraço!


Olá, caro Adegilno. Anos atrás eu tive vários sonhos lúcidos, mas ultimamente foi só esse relatado mesmo. Espero que tenha mais SLs também. Um abraço.



ozzy02 escreveu:Sonho Grande fera,belo tema,sonhos grandes são bons,quer dizer que treinou,ou tem sono pesado shusahusauh lingua


Com certeza não é fruto de nenhum treinamento atualmente. Meu sono de fato é pesado, depois que consigo dormir. Às vezes custo pra pegar no sono, mas quando vai, costumo dormir bem mesmo -- a menos que haja muito barulho ou claridade no ambiente, aí ferra com tudo. Quanto à duração do sonho, você tá por fora! Esse aí durou só um dia. Já tive sonhos, mesmo recentemente, que duraram vários dias, às vezes sonhos que (aparentemente) duraram cinco dias ou uma semana. Geralmente são sonhos onde faço viagens, excursões etc. Aí dura vários dias, e muitas vezes consigo até me lembrar de boa parte do que aconteceu. É incrível mesmo! Abraço.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Jan 29, 2015 4:35 pm
Reputação da mensagem: 100% (1 votos)
29/01/2015 – Acordei (na última vez) por volta das 3h da tarde


Tive vários sonhos e não tenho certeza sobre em qual deles ganhei lucidez.

Creio que eu estava na minha cidade natal – ou melhor, em alguma deformação onírica dela –, quando em certo momento, sei lá por que, desconfiei que aquilo era um sonho. Eu estava na rua e, em vez de fazer algum dos testes de realidade mais comuns, fiz como de costume: Decidi tentar o vôo. É assim que geralmente faço pra confirmar que estou num sonho. Corri alguns metros e saltei pra voar. Deu certo. Não satisfeito com a altura em que me encontrava, resolvi repetir o processo. Desci ao chão. Nesta vez, porém, pedi algo um tanto audaz: Quis ir realmente às grandes alturas, e pedi para Deus que Ele “me levasse”, seja lá o que aquilo pudesse significar. Pedi algo como “Deus, me tome” ou “Deus, me leve”. Acho até que eu disse “Me leve desta vida” – pedi que levasse minha alma.

Feito o pedido, voei mais alto. As pessoas lá embaixo pareciam formiguinhas, mas não cheguei a nenhum espaço tão alto assim, como eu quisera. De qualquer modo meu medo de altura, embora sempre amenizado nos sonhos, já me dizia: opa, tá bom aqui, já tá bastante alto. Foi interessante notar que, embora não fizesse lá no alto nenhum esforço para me locomover, para direcionar meu vôo, ao ficar quieto, meu corpo se movimentava (não tão) lentamente em direção circular, como fazendo um círculo perfeito – não sei mais se em sentido horário ou anti-horário, do meu ponto de vista. O fato é que mesmo quieto, meu corpo no céu, em pé, ia fazendo um círculo. Acho que não esperei “dar a volta” completa e desci.

Depois, lá estava eu dentro da minha casa onírica. Não sei o que houve nesse ínterim. Eu estava no meu quarto quando percebi que meu irmão abria a porta para quem chegar? Para eu mesmo chegar! Naquela hora fiquei aterrorizado, pensando como é que eu poderia estar chegando pela porta de entrada se eu mesmo já estava ali no quarto. Fiquei com muito medo de ver meu corpo entrando por aí, isto é, de ver a mim mesmo. Pensei “Ih, será que eu morri mesmo?”, “Será que minha alma tá fora do corpo?”; coisas assim. Como é que meu corpo sem alma poderia estar vagando? Será que chegaria um “zumbi” ou o quê? As possibilidades me assustavam.

Como essa situação se desenrolou agora me é confuso. Acho que pensei em sair do quarto, não sei se saí ou se fiquei esperando pra ver o que aconteceria. As imagens estão confusas e se perderam na memória. O que me parece agora é que ou eu mesmo fui lá na sala tomar a dianteira e me apresentar ao meu irmão antes que o outro eu chegasse, ou simplesmente quando ele entrou no meu quarto, ele falou apenas comigo (e não com o tal outro eu que estava chegando – sei lá por que, sei lá o que tinha acontecido com ele). O fato é que não cheguei a me ver de frente, não vi o tal do outro eu, não vi “zumbi” nenhum, para meu alívio. Mas meu irmão ainda estava vivendo o sonho e eu não, eu ainda estava lúcido. O que me lembro detalhadamente é do meu irmão tentando me ajudar, ele jogava umas roupas confortáveis para eu dormir. Eu não tinha a mínima preocupação com qual roupa eu usaria ou deixaria de usar, pois sabia que era um sonho. Meu irmão me dizia algo do tipo:

– Cara, põe uma roupa normal aí, nunca vi isso, dormir com a roupa da rua! E ele jogava na cama umas roupas em cabides, bermudas pra dormir, etc.

Acho que eu não disse nada, apenas observava como meu irmão estava preso ao sonho – não obstante eu mesmo ainda estivesse preso, afinal, não me ocorreu que meu irmão ali era apenas um personagem criado por mim no meu próprio sonho. Para ele, eu estava chegando da rua agora, lá naquela estorinha que ocorrera durante o sonho. Perguntei-me se meu irmão estava bêbado ou não, dada a sensatez dele no momento. E acho que o sonho terminou ali.

Fim.



christianus

29 de janeiro de 2015, às 4 horas da tarde


PS: Texto ainda sem revisão. De noite talvez faça correções/melhorias.


Última edição por christianus em Sex Jan 30, 2015 12:13 am, editado 2 vez(es) (Razão : Reescrevendo algumas partes confusas p/ melhor compreensão)
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Ter Fev 10, 2015 7:54 pm
Christianus escreveu:

christianus escreveu:
Olá. Peço desculpas pelo texto muito longo já na estréia, mas é que pretendo anotar os sonhos com o máximo de detalhes que puder, pra trabalhar minha memória e também a escrita. Talvez seja cansativo para alguns (ou muitos), e talvez até desinteressante. Se for contra as regras ou coisa assim, peço desculpas e que me orientem.

OBS.: Vou abreviar o nome de alguns personagens (reais) com a letra inicial do nome.
OBS. 2: Talvez faça alguma edição no texto, seja para melhoria do texto, seja para organizar melhor a ordem dos fatos, seja para incluir mais algum detalhe que possa vir à mente. Mas acho que neste sonho não vai ser o caso, já li o texto e dei uma revisada.

Segue:


08/01/2015 – acordei por volta das 8 da manhã

Foi um sonho muito longo, durou o dia inteiro. Eu estava em outra cidade, em Patos de Minas ou Araxá. Provavelmente Patos. Pessoas conhecidas que lá estavam: Danilo, Márcia, “Carol” (A.C.L.G.) e Carlos, embora este eu não visse muito. Encontraria depois o Butininha.

Havia uma galera lá, até então desconhecida, que era bem punk, mas todos muito gente boa, agradáveis, e até muito educados e atenciosos – situação bastante fora da realidade ou pelo menos atípica. Havia uma menina gente boa quem, mais tarde, fui saber que tinha um namorado; o casal fazia o estilo Ramones e o cara tinha o cabelo bem como o do Johnny ou o do Dee Dee. Ficamos todos na maior parte do tempo numa grande casa, a qual não sei de quem era. Na verdade, acho que a casa era também uma espécie de “espaço cultural” onde se gravava músicas e se divertiam, mas era tudo bem limpo e agradável. Havia uma ou duas piscinas.

Antes de irmos para esse espaço, ficamos na rua. Alguém me disse que a Carol lutava “luta de gladiadores”. Perguntaram se eu sabia disso e eu respondi que sim, porém nunca tinha visto. Tratava-se daquelas lutas de wrestling, tipo luta greco-romana. Pois eis que ela começou a lutar com um cara bem no meio da rua, o cara acho que era bem grande, e o único golpe do qual me lembro foi aquele em que se agarra a pessoa toda com as mãos e, lá no alto, depois a arremessa no chão. Ela foi parar na calçada e demorou um pouco pra levantar. Quando vi aquilo fiquei assustado, parecia violento e tudo acontecia bem ali no asfalto e concreto mesmo. Carol estava como sempre elegante, linda, num vestido preto longo – mais longo do que comumente usa –  e acho que também usava aquela sandália modelo “gladiador”, que na realidade não me lembro de tê-la vista usando. Todos se divertiam muito com aquilo, era simplesmente uma brincadeira, não havia mal algum e alguém me tranquilizou: “É assim mesmo, ela luta 'luta de gladiadores', é normal.” Entendi e fiquei numa boa, e pelo que me lembro a luta terminou logo, pouco tempo depois.

Já adentrando a tal casa, a primeira pessoa que vi por uma porta, que estava dentro de algum cômodo, era o Butininha com um violão.  Acho que o cumprimentei, mas não conversamos. Entramos, enfim, toda aquela galera na tal casa, onde havia muita diversão, tinha cachorros e gatos, talvez dois cachorros e dois gatos.  Os animais eram muito brincalhões, mas os gatos me causavam transtorno porque queriam sempre “brigar”, eram meio sem-noção; eu tinha que segurar um ou outro pelo pescoço (como normalmente se faz com gatos, sem machucá-los) de modo a não ser mordido nem unhado. Isso me incomodava, mas não muito.

Parece que num determinado momento brincávamos com uma bola, ou uma bolinha, e os cachorros também. Era em volta da piscina, apesar de que depois percebi que o local era coberto, mas disso eu não tenho certeza (talvez uma piscina estivesse em área descoberta e outra não). O fato é que eu admirava os cachorros, eram muito legais, rápidos e inteligentes, de porte médio ou grande. O que mais me chamou a atenção tinha a cor meio bege, amarelo claro, quase branco, de uma raça que agora não sei o nome. Ele era muito ágil, às vezes conseguia pegar a bolinha no ar em meio a nós todos, passando por cima da piscina e tudo, e coisas assim. Ficamos o dia todo daquele jeito, rindo, se divertindo, brincando de modo até bastante infantil.

No final do dia, já à noite, eu precisava ir embora. Fui me despedir das pessoas, elas já estavam bem dispersas – talvez cansadas; me pareceu um pouco de “desatenção” comigo, mas não liguei muito. Acho que eu estava com pressa, e não me despedi pessoalmente do Carlos. Pedi, no entanto, que lhe mandassem um abraço ou algo do tipo.

Desconfio que em certa altura acordei, não lembro exatamente quando, mas acho que dei uma acordada, que depois iria facilitar a minha percepção de que estava sonhando. Também não me lembro como fui embora, mas depois eu já estava na minha cidade natal. Só me lembro de minha avó e da tia D.. Acho que também vi o tio C. e interagimos, mas não me lembro do que houve.

Não sei como, nem o porquê, mas desconfiei que estava num sonho. Das coisas que sucederam, não tenho certeza da ordem seqüencial, mas creio ter sido a seguinte:

Já muito desconfiado de que era um sonho, percebi que eu estava na cozinha com a minha avó, com um caderninho nas mãos, que parecia ser um misto de um caderninho de receitas com uma agenda de nomes e telefones, mas era uma espécie de dicionário: havia “verbetes”, uma palavra e logo em seguida a definição. Lembrei do fato de que em se tratando de sonhos as palavras mudariam se eu as tentasse ler novamente (valeu, Waking Life!). Decidi arriscar o teste de realidade. Olhei pro caderninho, mas eu conseguia ler normalmente: as letras não ficavam mudando, mexendo, pulando, eram fixas. Então, pra tirar a prova, resolvi olhar pro lado e voltar a visão pro caderninho, marcando a página com um dos dedos com que eu o segurava. Para minha surpresa, de fato os “verbetes” que ali estavam já eram outros! Eram agora os da letra a, percebi uma palavra que começava com a letra a e me espantei. Era sonho mesmo! Creio que foi aí que fui lá pra fora da casa, fui pro meio da rua, em estado de euforia e susto, pois já há muitos anos não tinha um sonho lúcido e não esperava por um.

Já na rua, pensei em voar mas, pela primeira vez, não fiz a coisa tão bem como antigamente – quando eu saía correndo com confiança para dar grande salto às alturas e depois voar. Fiz bem mais ou menos, meio torto, tosco, sem confiança, quase que só pensando, mas funcionou e comecei a levitar. Meio torto, sem coordenação, mas subia. Quando começava a descer, apenas pensei: “Não, não, sobe mais!” e continuei subindo, sem muito controle da velocidade e da direção e com certo medo da altura. Durou pouquinho e desci. Não me lembro se fiz mais alguma coisa na rua.

De volta à casa da minha avó, ainda eufórico e meio assustado, queria aproveitar a oportunidade e fazer mais alguma coisa. Eu estava numa parte da casa próxima à garagem, num no corredor entre a cozinha e a copa. Lembrei que muitos onironautas têm aquele “costume” ou “tradição” de se perguntarem pelo seu “animal interior”. Fiquei com o pé atrás, porque não tenho crenças xamânicas, espíritas, “esotéricas”, etc.; nelas não me aventuro a praticar nada. Mesmo assim perguntei, receoso, mas com coragem, talvez até gaguejando um pouco e com voz fraca: “Quem é o meu animal...?” (a palavra “interior” não saiu.) Fiquei com medo de que pudesse vir ali da garagem algum bicho muito grande ou esquisito, talvez “sobrenatural”, talvez bravo. Mas perguntei de novo, ao mesmo tempo querendo e não querendo saber: “Quem é o meu animal?” Em poucos segundos ouvi um barulho, provavelmente de um elefante, como vindo lá do fundo, provavelmente da rua para a garagem. E eu ali no corredor, tenso. Não quis esperar pra ver o suposto elefante, fiquei com medo e fui correndo pra dentro de casa. O banheiro me pareceu um bom lugar, pensei que lá ficaria seguro.

Ora, não veio elefante algum mais! Não ouvi mais barulho de nada, talvez o meu medo tivesse cancelado a chegada do bicho. Mesmo assim, em pouco tempo, minha tia D. já vinha ao banheiro pra me dar algum recado. Pensei “Já sei, vou ligar o chuveiro e fingir que não escuto nada ou que não entendo, assim eu não tenho que prestar atenção e nem responder nada.” Eu é que não queria ter notícia de elefante nenhum! Mas o recado não era nada intimidante, nada sobre animal algum, bronca nenhuma. Se bem me lembro, o recado era: “Christianus, a fulana te ligou e disse pra você ir se hospedar na casa dela”, pude entender mesmo com o chuveiro ligado. Acho que não respondi nada, talvez tenha dito “Tá bom.” e assim terminou tudo. Depois disso não houve mais nada e acordei, meio arrepiado mas até bem tranquilo.
Fim.


-------------------
Notas:

1) Meu nome não é "christianus", mas é esse o que eu vou usar pra me identificar aqui no fórum e pra referir a mim mesmo na narração dos episódios.
2) É interessante notar que nunca sequer fui à cidade de Patos de Minas. Pelo menos não acordado, hehe...
3) Há muito não tinha a experiência de sonho lúcido, e nunca o tive antes de todo espontaneamente. Foi a primeira vez. Nestes últimos dias, final de 2014, eu havia meio que decidido a voltar a ter sonhos lúcidos; pensei em ler o livro do LaBerge, talvez comprá-lo, baixei o PDF mas não li nada. O fato é que não venho fazendo testes de realidade ao longo do dia, um ou outro dia fiz duas ou três vezes, por isso me surpreendeu muito ter um SL hoje. Nem fiz técnica alguma para induzir sonhos lúcidos. Acho que o que pode ter facilitado o ganho da lucidez, como já disse, é que num determinado momento eu devo ter acordado aqui; mas não me lembro se me mexi, se fui ao banheiro, etc. Como quer que seja, acabei ficando lúcido.
Olá, Christianus. Seja muito bem vindo ao fórum. Lamento pela minha demora. Não tinha visto seus relato ainda. Interessante seu relato e bem detalhado, por sinal.

Você conseguiu realizar algumas experiências bem interessantes nesse sonho lúcido. Parabéns!

Voar no sonho lúcido, sempre foi e sempre será meu favorito.  certo


Christianus escreveu:

christianus escreveu:
29/01/2015 – Acordei (na última vez) por volta das 3h da tarde


Tive vários sonhos e não tenho certeza sobre em qual deles ganhei lucidez.

Creio que eu estava na minha cidade natal – ou melhor, em alguma deformação onírica dela –, quando em certo momento, sei lá por que, desconfiei que aquilo era um sonho. Eu estava na rua e, em vez de fazer algum dos testes de realidade mais comuns, fiz como de costume: Decidi tentar o vôo. É assim que geralmente faço pra confirmar que estou num sonho. Corri alguns metros e saltei pra voar. Deu certo. Não satisfeito com a altura em que me encontrava, resolvi repetir o processo. Desci ao chão. Nesta vez, porém, pedi algo um tanto audaz: Quis ir realmente às grandes alturas, e pedi para Deus que Ele “me levasse”, seja lá o que aquilo pudesse significar. Pedi algo como “Deus, me tome” ou “Deus, me leve”. Acho até que eu disse “Me leve desta vida” – pedi que levasse minha alma.

Feito o pedido, voei mais alto. As pessoas lá embaixo pareciam formiguinhas, mas não cheguei a nenhum espaço tão alto assim, como eu quisera. De qualquer modo meu medo de altura, embora sempre amenizado nos sonhos, já me dizia: opa, tá bom aqui, já tá bastante alto. Foi interessante notar que, embora não fizesse lá no alto nenhum esforço para me locomover, para direcionar meu vôo, ao ficar quieto, meu corpo se movimentava (não tão) lentamente em direção circular, como fazendo um círculo perfeito – não sei mais se em sentido horário ou anti-horário, do meu ponto de vista. O fato é que mesmo quieto, meu corpo no céu, em pé, ia fazendo um círculo. Acho que não esperei “dar a volta” completa e desci.

Depois, lá estava eu dentro da minha casa onírica. Não sei o que houve nesse ínterim. Eu estava no meu quarto quando percebi que meu irmão abria a porta para quem chegar? Para eu mesmo chegar! Naquela hora fiquei aterrorizado, pensando como é que eu poderia estar chegando pela porta de entrada se eu mesmo já estava ali no quarto. Fiquei com muito medo de ver meu corpo entrando por aí, isto é, de ver a mim mesmo. Pensei “Ih, será que eu morri mesmo?”, “Será que minha alma tá fora do corpo?”; coisas assim. Como é que meu corpo sem alma poderia estar vagando? Será que chegaria um “zumbi” ou o quê? As possibilidades me assustavam.

Como essa situação se desenrolou agora me é confuso. Acho que pensei em sair do quarto, não sei se saí ou se fiquei esperando pra ver o que aconteceria. As imagens estão confusas e se perderam na memória. O que me parece agora é que ou eu mesmo fui lá na sala tomar a dianteira e me apresentar ao meu irmão antes que o outro eu chegasse, ou simplesmente quando ele entrou no meu quarto, ele falou apenas comigo (e não com o tal outro eu que estava chegando – sei lá por que, sei lá o que tinha acontecido com ele). O fato é que não cheguei a me ver de frente, não vi o tal do outro eu, não vi “zumbi” nenhum, para meu alívio. Mas meu irmão ainda estava vivendo o sonho e eu não, eu ainda estava lúcido. O que me lembro detalhadamente é do meu irmão tentando me ajudar, ele jogava umas roupas confortáveis para eu dormir. Eu não tinha a mínima preocupação com qual roupa eu usaria ou deixaria de usar, pois sabia que era um sonho. Meu irmão me dizia algo do tipo:

– Cara, põe uma roupa normal aí, nunca vi isso, dormir com a roupa da rua! E ele jogava na cama umas roupas em cabides, bermudas pra dormir, etc.

Acho que eu não disse nada, apenas observava como meu irmão estava preso ao sonho – não obstante eu mesmo ainda estivesse preso, afinal, não me ocorreu que meu irmão ali era apenas um personagem criado por mim no meu próprio sonho. Para ele, eu estava chegando da rua agora, lá naquela estorinha que ocorrera durante o sonho. Perguntei-me se meu irmão estava bêbado ou não, dada a sensatez dele no momento. E acho que o sonho terminou ali. 
Fim.



christianus

29 de janeiro de 2015, às 4 horas da tarde


PS: Texto ainda sem revisão. De noite talvez faça correções/melhorias.
De novo o vôo no sonho lúcido. E dessa vez você apelou até pro todo poderoso te dar uma forcinha na hora da decolagem. Kkkkk

Agora a parte que você se ver como se fosse um clone seu. Acredito que você estava sonhando em 3° pessoa, por isso você via seu clone no sonho. É tudo que você vivenciou no sonho foi criação da sua mente. Inclusive a figura do seu irmão. certo
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qua Fev 11, 2015 10:40 pm
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Olá, Ramon!

Quanto ao relato ser bem detalhado, infelizmente não acontece com todos os sonhos. Às vezes são tão confusos que nem os escrevo, mas geralmente aí são os "normais"; já nos sonhos lúcidos, costumo acordar com eles ainda bem nítidos, pelo menos algumas partes. E aí me esforço para escrever o relato o mais fidedigno que consigo. Ganho com isso três coisas numa só: (1) O que houve fica bem registrado, preservado, fixado na memória, ao mesmo tempo em que (2) posso aperfeiçoar minha escrita -- e, de quebra, (3) a memória melhora, como todos sabemos que acontece ao mantermos um diário onírico. Mas mesmo assim dá pra ver que em algumas partes eu não sei bem o que houve, hehe. Mas obrigado pelas palavras!

Quanto a voar, haha, é praticamente instintivo, é o que faço logo de cara. Como eu disse, voar é praticamente o meu teste de realidade. Quando já estou bem seguro de que aquilo é um sonho, eu testo assim: saio correndo e tento voar. Normalmente dá certo, já que estou mesmo sonhando.


Por último, quanto a eu ter ouvido falar de mim mesmo no sonho, ainda não sei o que houve, mas não creio que eu tenha sonhado em terceira pessoa. É muuuuuito raro eu sonhar assim, "de fora", sem estar na primeira pessoa. Só me lembro de isso ter acontecido umas duas vezes até hoje. E na parte em que eu digo que meu irmão jogava as roupas na cama pra eu dormir, ele estava de frente pra mim, eu não estava em terceira pessoa me vendo, entende? Leia de novo meu relato, eu apenas OUVI meu irmão, lá na sala de entrada, recebendo a mim mesmo pra entrar em casa -- contudo, não me VI, entende? Sei lá que loucura aconteceu... foi bem confuso! É possível também que em alguma parte eu tenha passado para a terceira pessoa mesmo, mas não me vi em momento algum (acho que, se tivesse me visto, teria ficado meio assustado) e não sei entre quais momentos eu poderia ter saído da primeira pessoa.


Ah, forista(s), não me leve(m) a mal por não comentar nos outros tópicos, eu simplesmente tenho estado MUITO ocupado este ano, estudando várias coisas, inclusive para concurso público. No tempo livre me dedico à literatura e filosofia. O tempo anda passando muito rápido. Mas já li alguns relatos de sonhos aqui de outros usuários, hehe.


Obrigado pelas palavras, um abraço!
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qua Fev 11, 2015 11:50 pm
Christianus escreveu :

christianus escreveu:Olá, Ramon!

Quanto ao relato ser bem detalhado, infelizmente não acontece com todos os sonhos. Às vezes são tão confusos que nem os escrevo, mas geralmente aí são os "normais"; já nos sonhos lúcidos, costumo acordar com eles ainda bem nítidos, pelo menos algumas partes. E aí me esforço para escrever o relato o mais fidedigno que consigo. Ganho com isso três coisas numa só: (1) O que houve fica bem registrado, preservado, fixado na memória, ao mesmo tempo em que (2) posso aperfeiçoar minha escrita -- e, de quebra, (3) a memória melhora, como todos sabemos que acontece ao mantermos um diário onírico. Mas mesmo assim dá pra ver que em algumas partes eu não sei bem o que houve, hehe. Mas obrigado pelas palavras!

Quanto a voar, haha, é praticamente instintivo, é o que faço logo de cara. Como eu disse, voar é praticamente o meu teste de realidade. Quando já estou bem seguro de que aquilo é um sonho, eu testo assim: saio correndo e tento voar. Normalmente dá certo, já que estou mesmo sonhando.


Por último, quanto a eu ter ouvido falar de mim mesmo no sonho, ainda não sei o que houve, mas não creio que eu tenha sonhado em terceira pessoa. É muuuuuito raro eu sonhar assim, "de fora", sem estar na primeira pessoa. Só me lembro de isso ter acontecido umas duas vezes até hoje. E na parte em que eu digo que meu irmão jogava as roupas na cama pra eu dormir, ele estava de frente pra mim, eu não estava em terceira pessoa me vendo, entende? Leia de novo meu relato, eu apenas OUVI meu irmão, lá na sala de entrada, recebendo a mim mesmo pra entrar em casa -- contudo, não me VI, entende? Sei lá que loucura aconteceu... foi bem confuso! É possível também que em alguma parte eu tenha passado para a terceira pessoa mesmo, mas não me vi em momento algum (acho que, se tivesse me visto, teria ficado meio assustado) e não sei entre quais momentos eu poderia ter saído da primeira pessoa.


Ah, forista(s), não me leve(m) a mal por não comentar nos outros tópicos, eu simplesmente tenho estado MUITO ocupado este ano, estudando várias coisas, inclusive para concurso público. No tempo livre me dedico à literatura e filosofia. O tempo anda passando muito rápido. Mas já li alguns relatos de sonhos aqui de outros usuários, hehe.


Obrigado pelas palavras, um abraço!
Kkkkkkkkk Foristas? Essa palavra entrou no meu vocabulário por acidente ontem. Graças ao teclado do meu tablet, que tem mania de substituir palavras que ele não conhece e sapecar palavras que está no banco de dados dele. Mas, ainda bem que ele sapecou forista, pior se fosse florista. gargalhada

Eu li seu sonho todinho. Sempre leio o relato primeiro, pra depois comentar. É um velho costume que eu tenho. Pelo que entendi, a impressão que ficou foi que em alguma parte você estava sonhando em 3° pessoa, quando você ouviu seu irmão conversando com o teu clone. Mas, pode ser que eu interpretei mal. Não me leve a mal por isso.

Espero te ver por aqui mais vezes. De qualquer forma, seja bem vindo e fique a vontade para visitar o fórum quando você quiser. certo
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Qui Fev 12, 2015 12:30 am
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Ramon escreveu:
Christianus escreveu :

christianus escreveu:Olá, Ramon!

Quanto ao relato ser bem detalhado, infelizmente não acontece com todos os sonhos. Às vezes são tão confusos que nem os escrevo, mas geralmente aí são os "normais"; já nos sonhos lúcidos, costumo acordar com eles ainda bem nítidos, pelo menos algumas partes. E aí me esforço para escrever o relato o mais fidedigno que consigo. Ganho com isso três coisas numa só: (1) O que houve fica bem registrado, preservado, fixado na memória, ao mesmo tempo em que (2) posso aperfeiçoar minha escrita -- e, de quebra, (3) a memória melhora, como todos sabemos que acontece ao mantermos um diário onírico. Mas mesmo assim dá pra ver que em algumas partes eu não sei bem o que houve, hehe. Mas obrigado pelas palavras!

Quanto a voar, haha, é praticamente instintivo, é o que faço logo de cara. Como eu disse, voar é praticamente o meu teste de realidade. Quando já estou bem seguro de que aquilo é um sonho, eu testo assim: saio correndo e tento voar. Normalmente dá certo, já que estou mesmo sonhando.


Por último, quanto a eu ter ouvido falar de mim mesmo no sonho, ainda não sei o que houve, mas não creio que eu tenha sonhado em terceira pessoa. É muuuuuito raro eu sonhar assim, "de fora", sem estar na primeira pessoa. Só me lembro de isso ter acontecido umas duas vezes até hoje. E na parte em que eu digo que meu irmão jogava as roupas na cama pra eu dormir, ele estava de frente pra mim, eu não estava em terceira pessoa me vendo, entende? Leia de novo meu relato, eu apenas OUVI meu irmão, lá na sala de entrada, recebendo a mim mesmo pra entrar em casa -- contudo, não me VI, entende? Sei lá que loucura aconteceu... foi bem confuso! É possível também que em alguma parte eu tenha passado para a terceira pessoa mesmo, mas não me vi em momento algum (acho que, se tivesse me visto, teria ficado meio assustado) e não sei entre quais momentos eu poderia ter saído da primeira pessoa.


Ah, forista(s), não me leve(m) a mal por não comentar nos outros tópicos, eu simplesmente tenho estado MUITO ocupado este ano, estudando várias coisas, inclusive para concurso público. No tempo livre me dedico à literatura e filosofia. O tempo anda passando muito rápido. Mas já li alguns relatos de sonhos aqui de outros usuários, hehe.


Obrigado pelas palavras, um abraço!
Kkkkkkkkk Foristas? Essa palavra entrou no meu vocabulário por acidente ontem. Graças ao teclado do meu tablet, que tem mania de substituir palavras que ele não conhece e sapecar palavras que está no banco de dados dele. Mas, ainda bem que ele sapecou forista, pior se fosse florista. gargalhada

Eu li seu sonho todinho. Sempre leio o relato primeiro, pra depois comentar. É um velho costume que eu tenho. Pelo que entendi, a impressão que ficou foi que em alguma parte você estava sonhando em 3° pessoa, quando você ouviu seu irmão conversando com o teu clone. Mas, pode ser que eu interpretei mal. Não me leve a mal por isso.

Espero te ver por aqui mais vezes. De qualquer forma, seja bem vindo e fique a vontade para visitar o fórum quando você quiser. certo


Hehehe, pois é, é bem capaz de que em algum momento eu tenha passado para a terceira pessoa mesmo. Coisa mais maluca. Ahh, e esqueci de dizer uma coisa: Eu não pedi ao Todo-Poderoso força para voar não, hahaha, foi para que ele me levasse desta vida mesmo! Para que arrebatasse a minha alma.

(Achei muito engraçado, "pedir uma forcinha na decolagem"... hehe)


Até mais.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

em Ter Fev 17, 2015 10:42 am
Muito bom como voou, quem sabe a formalidade de orar deixar a alma mais leve, não seja algo apenas moral, mas, científico também. Teu cérebro de alguma maneira interpretou como elevação, transformação. Ás vezes quando estou cansado durmo com a roupa da rua, ás vezes, simplesmente despenco na cama... Seria legal estar num sonho lúcido com o irmão ou um amigo, acho que haveria muita brincadeira. Mesmo, ele sendo um produto da mente, seria como aquilo que você conhece como ele.

Abraços.
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Re: Diário dos Sonhos Lúcidos de christianus

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